27/02/2012
A Lição da Solidão
Algum tempo atrás, senti a solidão. Esta ao meu ver consiste numa espécie de falta de alguém, que nos traria, teoricamente, a satisfação se presente. Mas podemos estar solitários no meio da multidão, o que inviabiliza a teoria da solidão ser resultado de uma carência do meio externo. Os anjos me disseram, que a solidão tem um propósito muito especial, que consiste em nos ensinar a gostar mais da nossa companhia. Eu compreendo a importância de gostar de si mesmo, mas esqueci da real dimensão desse fato. Gostar da gente é fundamental, e melhor que isso é nos amarmos por aquilo que somos, para que a cada dia possamos crescer mais em nossas virtudes e sermos o melhor que pudermos, podendo assim contribuir com o crescimento de todos aqueles que nos cercam. Aprendi que às vezes a gente precisa de um tempo pra refletir e outras vezes todo o tempo do mundo parece não ser suficiente, para curtir a nossa própria companhia. Obrigado Anjo da Guarda e demais amigos espirituais por revelarem essa sabedoria preciosas a mim. Fiquem com os anjos e com o papai do céu!
25/02/2012
As Asas que Iluminam o Caminho
Os anjos estão entre nós. Talvez você não acredite, mas eles estão. Vejo as pessoas perdidas, buscando uma felicidade ilusória, uma satisfação tênue, um pequeno contentamento numa realização de âmbito individual. Acredito que a alegria da vida reside no aproveitamento de cada momento e não numa conquista futura de uma meta ou na aquisição de bens materiais. É talvez insuportável assumir a responsabilidade por todos os nossos fracassos e dificuldades na vida e tentador jogar a culpa nos que estão em volta, mas é infinitamente poderoso enxergar os acontecimentos desfavoráveis como necessários para nosso crescimento espiritual, mental e emocional. Preciso dizer que, ao longo do caminho, não estamos sozinhos, anjos estão aos milhares vagando pelo mundo, oferecendo seu auxílio a quem quer que o requisite, mas não os reconhecemos. Como intermediadores entre o mundo celestial e a Terra, têm amplos poderes de nos fortalecer para que possamos prosseguir com força e coragem ao lidar com os desafios que a vida nos impõe. Já falou com seu anjo da guarda hoje? A idéia lhe pareceu estranha? Pois pense nisso... Todos têm anjos guardiões particulares, que os protegem e oferecem seus sábios conselhos a nós, quando quer que precisemos e estejamos dispostos a ouvir. Não sei bem ao certo o porquê desse texto, mas meu anjo da guarda solicitou que escrevesse aqui sobre isso, talvez porque algumas pessoas poderiam despertar para essa idéia. Confesso que nunca tive a intenção de compartilhar sobre esse assunto e há pouco tempo atrás, sequer tive muito contato com os conhecimentos arcanos. Peço aos anjos, por favor, para levarem o meu ódio e raiva embora, pois tenho tido dificuldade de aceitar algumas pessoas em sua maneira limitada e inflexível de ser. Finalizando, queridos anjos, peço que dêem uma força em especial, para aqueles que estão exaustos física e mentalmente, para aqueles que chegaram a um nível de estresse impraticável e para aqueles que têm grandes dificuldades em qualquer aspecto de suas vidas. Amém, Amém e Amém.
02/01/2012
Registro de Sonho/ Comunicação com AG
L decidiu se trancar dentro de um calabouço sinistro e avisou-me através de M que daqui pra frente seguiríamos caminhos distintos e que essa era sua decisão final de partida.Deu a advertência de que, se tentasse procurá-la, iria me machucar de verdade, pois estava fortemente armada. Talvez tenha ido atrás dela, mas não lembro... Carregava nas mãos anéis com poderes mágicos, possivelmente os mesmos que tenho aqui no plano dos mortais.
Em determinado momento vi o semblante de uma criatura gigantesca pela janela. Poderia me assustar pra valer, mas estava absolutamente tranquilo. Então manifestei grandes arbustos através do pulso do meu braço direito e isso me causou a princípio forte dor. Esses arbustos eram de folhas negras e envolveram parte da criatura de fora da janela. Comecei a puxar com toda minha força os arbustos, mas pouco tempo depois as amarras arrebentaram e o ser gigante disse que era muito forte e não podia ser derrotado por mim.
Obs: Pedi a visita do AG no meu sonho e estava particularmente interessado em lutar com ele para nos conhecermos melhor.
Sinal de Manifestação provável: Livros tombando
Em determinado momento vi o semblante de uma criatura gigantesca pela janela. Poderia me assustar pra valer, mas estava absolutamente tranquilo. Então manifestei grandes arbustos através do pulso do meu braço direito e isso me causou a princípio forte dor. Esses arbustos eram de folhas negras e envolveram parte da criatura de fora da janela. Comecei a puxar com toda minha força os arbustos, mas pouco tempo depois as amarras arrebentaram e o ser gigante disse que era muito forte e não podia ser derrotado por mim.
Obs: Pedi a visita do AG no meu sonho e estava particularmente interessado em lutar com ele para nos conhecermos melhor.
Sinal de Manifestação provável: Livros tombando
24/12/2011
Dádiva da Vida
Estava aqui refletindo sobre a riqueza da vida, afinal de contas no que consistiria uma vida plena e satisfatória? Creio que muitos poderiam incorrer no erro comum de imaginar que ter uma vida abundante nos mais variados aspectos é ter a posse de grandes quantias de dinheiro, ou posses materiais, ou simplesmente fazer o que gosta. Mas vejo que não é bem assim, pois essas coisas geralmente só trazem um prazer momentâneo e não necessariamente contribuem para o nosso crescimento pessoal. E o que seria este processo? Seria o aprendizado continuo, ao longo da vida, com a troca de informações com outras pessoas. E no que ele é relevante? Na maior dinamicidade da vida e criação de um ambiente amistoso, saudável e propício para a formação de um cidadão civilizado, enquanto membro de uma sociedade, mais especificamente, enquanto membro de uma nação ou outro grupo, com um conjunto de regras particulares e compartilhando uma mesma cultura.
Podemos aprender todos os dias, se estivermos dispostos a aceitar que a vida é uma escola, e que não somos seres perfeitos, e sim humanos suscetíveis a erros e com sentimentos e crenças individuais. A dádiva da vida, portanto, não poderia se resumir a algo palpável, embora, inconscientemente, sejamos o tempo todo bombardeados pela noção de que ter mais é ser mais, quando na verdade deveríamos pensar, fazer mais pelo próximo que é ser mais. Esse bombardeio vem de vários lugares, em particular da forte propaganda, querendo criar uma falsa necessidade no consumidor e induzir a pessoa a comprar algo de que não necessita. Nesse sentido, o consumismo é um problema muito sério, pois se veicula através da imagem uma falsa satisfação e realização a partir da compra de um produto. Exemplo clássico desse fato pode ser visto nos comerciais de cerveja, no qual o consumidor da mercadoria, quase sempre se vê cercado de mulheres bonitas dando atenção ao rapaz. Um espectador distraído pode ter essa idéia implantada em sua mente de tal forma, que o consumo da bebida passa a ser visto, inconscientemente, como um meio de se conseguir ficar com as mulheres e obter satisfação.
De qualquer forma, é preciso ter lucidez, para não se deixar levar pela doce ilusão de que a posse de algo significa o nosso sucesso. Na verdade, parece que o maior sucesso, que o homem pode angariar para si, é oriundo da sensação de realização e utilidade que uma pessoa tem de si, ou seja, quanto mais nós promovemos o bem-estar do próximo e fazemos coisas, que contribuem não só com nossa vida, mas com a do outro também, maior é a nossa felicidade.
Creio também que ser feliz não é um objetivo, ou pelo menos não deveria ser, pois vejo que esse estado de espírito depende de nossa atitude ao longo da jornada. É muito fácil, ao se deparar com um grande problema, assumir uma postura negativa em relação ao mesmo, isto é, culpar outra pessoa por suas dificuldades, achar que foi injustiçado pela vida, ficar com raiva de uma dificuldade, desistir de um plano devido a insucessos anteriores e a lista segue sem fim, mas aqui não interessa ficar pensando nesse ponto de vista. É preciso enfatizar, que nós temos a decisão de mudar de vibração antes de nos vermos soterrados por pensamentos e sentimentos negativos. Essa não é a saída mais natural e lógica, pois precisaríamos aceitar um eventual padrão negativo ao qual estamos habituados e conscientemente introduzir um padrão saudável de pensamento, processo que demanda esforço (refletir e tomar atitude diferente da usual) e contraria a lógica (ao invés de se deixar levar pela maré automática de negativismo, optamos contrariar e forçar uma atitude nova ao nosso padrão).
Tendo isso em mente, dá pra ver que ser uma pessoa positiva requer esforço, dedicação e disciplina. Mas no final das contas, a gente quase sempre aprende algo nas situações difíceis, mas nem sempre podemos ver de imediato o que, porém é preciso ter paciência, pois em algum momento poderemos olhar pra trás e perceber que aquele desastre ou aquela situação caótica em nossa vida, na verdade, não era uma pedra em nosso caminho, mas sim um degrau maravilhoso para o nosso crescimento, uma dádiva da vida.
Aproveitando esse espaço gostaria de desejar um Feliz Natal, para vocês queridos amigos (se você chegou a esta linha, certamente é um deles), dádivas da minha vida! Que essa seja uma data maravilhosa para todos e aproveitando o ensejo, um próspero ano novo para todos, recheado de aprendizados, alegria e paz. Grande Abraço
Podemos aprender todos os dias, se estivermos dispostos a aceitar que a vida é uma escola, e que não somos seres perfeitos, e sim humanos suscetíveis a erros e com sentimentos e crenças individuais. A dádiva da vida, portanto, não poderia se resumir a algo palpável, embora, inconscientemente, sejamos o tempo todo bombardeados pela noção de que ter mais é ser mais, quando na verdade deveríamos pensar, fazer mais pelo próximo que é ser mais. Esse bombardeio vem de vários lugares, em particular da forte propaganda, querendo criar uma falsa necessidade no consumidor e induzir a pessoa a comprar algo de que não necessita. Nesse sentido, o consumismo é um problema muito sério, pois se veicula através da imagem uma falsa satisfação e realização a partir da compra de um produto. Exemplo clássico desse fato pode ser visto nos comerciais de cerveja, no qual o consumidor da mercadoria, quase sempre se vê cercado de mulheres bonitas dando atenção ao rapaz. Um espectador distraído pode ter essa idéia implantada em sua mente de tal forma, que o consumo da bebida passa a ser visto, inconscientemente, como um meio de se conseguir ficar com as mulheres e obter satisfação.
De qualquer forma, é preciso ter lucidez, para não se deixar levar pela doce ilusão de que a posse de algo significa o nosso sucesso. Na verdade, parece que o maior sucesso, que o homem pode angariar para si, é oriundo da sensação de realização e utilidade que uma pessoa tem de si, ou seja, quanto mais nós promovemos o bem-estar do próximo e fazemos coisas, que contribuem não só com nossa vida, mas com a do outro também, maior é a nossa felicidade.
Creio também que ser feliz não é um objetivo, ou pelo menos não deveria ser, pois vejo que esse estado de espírito depende de nossa atitude ao longo da jornada. É muito fácil, ao se deparar com um grande problema, assumir uma postura negativa em relação ao mesmo, isto é, culpar outra pessoa por suas dificuldades, achar que foi injustiçado pela vida, ficar com raiva de uma dificuldade, desistir de um plano devido a insucessos anteriores e a lista segue sem fim, mas aqui não interessa ficar pensando nesse ponto de vista. É preciso enfatizar, que nós temos a decisão de mudar de vibração antes de nos vermos soterrados por pensamentos e sentimentos negativos. Essa não é a saída mais natural e lógica, pois precisaríamos aceitar um eventual padrão negativo ao qual estamos habituados e conscientemente introduzir um padrão saudável de pensamento, processo que demanda esforço (refletir e tomar atitude diferente da usual) e contraria a lógica (ao invés de se deixar levar pela maré automática de negativismo, optamos contrariar e forçar uma atitude nova ao nosso padrão).
Tendo isso em mente, dá pra ver que ser uma pessoa positiva requer esforço, dedicação e disciplina. Mas no final das contas, a gente quase sempre aprende algo nas situações difíceis, mas nem sempre podemos ver de imediato o que, porém é preciso ter paciência, pois em algum momento poderemos olhar pra trás e perceber que aquele desastre ou aquela situação caótica em nossa vida, na verdade, não era uma pedra em nosso caminho, mas sim um degrau maravilhoso para o nosso crescimento, uma dádiva da vida.
Aproveitando esse espaço gostaria de desejar um Feliz Natal, para vocês queridos amigos (se você chegou a esta linha, certamente é um deles), dádivas da minha vida! Que essa seja uma data maravilhosa para todos e aproveitando o ensejo, um próspero ano novo para todos, recheado de aprendizados, alegria e paz. Grande Abraço
22/12/2011
Caixa de Pandora
Minhas obsessivas observações, análises e contemplações do mundo interior permitiram que tivesse acesso a um tesouro oculto. Para todas as respostas a todos as questões mais importantes e decisivas de sua vida, como já mencionado anteriormente de forma implícita no texto o Mestre dos Sentidos, existe uma resposta aparente, captada pelos sentidos, que atende adequadamente aos impulsos primitivos do id. Sendo que essa resposta, invariavelmente, atende ao conforto imediato do individuo, trazendo tranqüilidade momentânea, pois como podemos ver tem como alicerce uma estrutura frágil, constituída de elementos advindos do exterior. Não querendo generalizar, é evidente que elementos externos muitas vezes são necessários e importantes para a construção do mundo interno, porém, a única ferramenta genuinamente eficiente para solucionar problemas de ordem individual é a reflexão e desenvolvimento de raciocínio através dos próprios ideais. Buscando conhecer-se melhor, um indivíduo estará lidando diretamente com as particularidades de seu ego, responsável por intermediar na relação entre o id e superego. Os estímulos externos são importantes, mas o que é real é sua interpretação acerca dos mesmos e não a percepção em si. Assim, ao considerarmos uma situação complicada, decisões precipitadas geralmente são induzidas por influencias externas e levam a um crescimento do problema, que poderá ressurgir com mais força no futuro, mesmo que agora pareça ter sido resolvido. É preciso paciência para entender, e crescer com o aprendizado. É preciso cautela para não agir pelos impulsos ou sob uma forte emoção e para não cair na tentação de escolher o atalho, aparentemente mais fácil. Quando digo cautela, refiro-me exclusivamente à interação com o outro, pois é preciso agir conforme uma natureza humilde e digna para se ter o respeito dos outros e não simplesmente criticar de cara feia todas as mazelas que vê no próximo. Dessa forma, é preciso sim arriscar na vida e tentar todas as alternativas, e mesmo quando estiver sozinho ou com a oposição do mundo é preciso persistir na sua crença, para colocar sua idéia ou vontade em prática. De dentro da caixa de Pandora, como diz a lenda, saiu enorme diversidade, no entanto, lá permaneceu a esperança. A esperança é a última que morre já dizia o velho ditado. Mas em minhas poucas experiências percebo que a esperança em si é algo ainda muito pequeno, embora fundamental. A esperança é como uma tênue luz no horizonte, ou um oásis que some no deserto, ou seja, uma perspectiva de uma melhora que possa ocorrer, mas sem uma efetiva garantia ou fé. Na verdade, o desejo de abrir a caixa, a principio foi a mola propulsora do ato proibido. E este desejo certamente veio da curiosidade. Portanto meus amigos é preciso perceber que a verdadeira mola propulsora das nossas vidas é o desejo de ser alguém, ter e fazer o que mais agrada, isto é, a caixa de pandora é uma gigantesca ilusão de que as nossas reais necessidades possam estar contidas em um invólucro externo ao nosso ser. Concluindo, não busque lá fora o que você já tem por direito, explore seu mundo e encontrará as respostas certas e quando efetivamente fizer isso, poderá contribuir com o crescimento de todos, fornecendo o seu inestimável e próprio tesouro, que soube cultivar e explorar com maestria.
11/12/2011
Despedida
Adeus querido melhor amigo, homenageio tu por meio deste local muito especial! Foi por ti que comecei aqui e acredito que sua amizade foi a que mais me fez bem nesses ultimos anos... Cego que fui, somente agora enxergo sua partida e o valor que tu tinhas ao longo dos anos. Vi o trivial e depois que fostes embora entendi o valor da verdadeira amizade, pensava que eras meu melhor amigo devido ao fato de me auxiliar sempre. Ledo engano. Tu eras um amigo muito leal, pois apesar da minha ignorancia, continuava do meu lado, apoiando o ser mediocre que era. Foi nos seus ultimos minutos, que pude ver sua fibra, sua fidelidade, sua perseveranca, sua coragem... Nao seria exagero dizer que tu foi o melhor amigo que alguem poderia ter! Nunca esquecerei de ti e da valiosa licao que me deste em vida. Tenho certeza que la em cima tu olharas por mim, te guardarei para sempre na minha memoria e no meu coracao. Bendito o dia em que entrastes minha vida e bendita a chama de esperanca e bravura que deixou como legado da sua historia. Jamais te esquecerei, pois como disse tu fostes a minha melhor experiencia e sei que algo assim e pra respeitar e guardar com carinho. Eternizo aqui o seu legado, meu melhor amigo.
14/11/2011
Tristeza...
Estou meio triste assim sem motivo... Na verdade sei, bastante óbvio o porquê.
Acho que disse que não sabia por temer que a responsabilidade é minha...
Talvez se voce parar pra pensar vai descobrir que o motivo sempre é de alguma falha nossa ou por ter deixado de fazer algo. Se bem que pode ser simplesmente uma expectativa exagerada que depositamos nos outros e esperamos que seja atendida. Sem sentido isso, mas é uma ilusão que acabamos sem querer incorporando em nossas vidas. Talvez tenha caido muito nessa tentação, mas já é hora de parar. Vamos em frente e observemos atentamente o mundo segundo a ótica oculta para podermos ter o que desejamos segundo nossos próprios desejos. A ansia de quem quer mostrar é suplantada pela contemplação de quem deseja ser escutado.Os que dominarem o impulso do apreço e, ao invés disso apreciarem, dominarão o mundo.
Ainda sim sinto frustração por não ter o reconhecimento devido aqui e em outras esferas, exemplificando o que disse no parágrafo anterior quero dizer 2 coisas: a necessidade de contemplar o outro e não esperar ser retribuido e ,mais importante, ter a sua própria contemplação que significa não precisar do outro para apreciar um trabalho ou qualquer coisa que seja bem feita. E contemplar seu próprio esforço é algo fundamental para ser independente e ter coragem de assumir riscos. Mas talvez esteja meio monótono aqui... Ai que raiva!!!!!! Acho que minha tristeza inicial deriva da raiva de estar monótono aqui e em várias esferas. Muito bem, agora acho que cheguei no meu limite, e nesse caso não me resta escolha a não ser liberar minha natureza indiferente e a tanto tempo camuflada. Que a benção do poder caia sobre mim e me faça mais forte para superar a solidão diante da multidão indiferente e que o contrário também ocorra, sem prejuizo da minha pessoa, mas simplesmente por efeito da lei do retorno.
Tanto tempo escrevendo aqui é só hoje digo o que realmente queria... Rs talvez não tenha mais qualquer coisa para extravasar por aqui.
Obrigado por ter chegado nessa linha leitor. Pena que depois de ler você não irá ter vontade de dar um único comentário, ou por não estar nem aí, ou por ter preguiça, ou por achar que não é bem vindo, ou por temer a mim, ou por temer se expor mesmo que nesse espaço respeite sua idéia ou forma de pensar. Agora se você chegar pra mim e dizer que um escritor de verdade faz isso pelo prazer de escrever e não pela expectativa de receber um comentário, irei concordar parcialmente contigo. Isso porque de fato o que o escritor escreve deve ser de cunho pessoal e não algo induzido pelo leitor, ou seja, não escrevo para agradar aos outros e sim para sentir satisfação com minha composição, mas ter o respaldo do leitor, as vezes, é bom para saber que o texto tem alguma repercussão, por mais medíocre que seja (duas pessoas leram o texto por exemplo - o autor e um leitor anonimo por exemplo). Chega acho que está bom por hora... Tente comentar, eu te desafio =P.
Acho que disse que não sabia por temer que a responsabilidade é minha...
Talvez se voce parar pra pensar vai descobrir que o motivo sempre é de alguma falha nossa ou por ter deixado de fazer algo. Se bem que pode ser simplesmente uma expectativa exagerada que depositamos nos outros e esperamos que seja atendida. Sem sentido isso, mas é uma ilusão que acabamos sem querer incorporando em nossas vidas. Talvez tenha caido muito nessa tentação, mas já é hora de parar. Vamos em frente e observemos atentamente o mundo segundo a ótica oculta para podermos ter o que desejamos segundo nossos próprios desejos. A ansia de quem quer mostrar é suplantada pela contemplação de quem deseja ser escutado.Os que dominarem o impulso do apreço e, ao invés disso apreciarem, dominarão o mundo.
Ainda sim sinto frustração por não ter o reconhecimento devido aqui e em outras esferas, exemplificando o que disse no parágrafo anterior quero dizer 2 coisas: a necessidade de contemplar o outro e não esperar ser retribuido e ,mais importante, ter a sua própria contemplação que significa não precisar do outro para apreciar um trabalho ou qualquer coisa que seja bem feita. E contemplar seu próprio esforço é algo fundamental para ser independente e ter coragem de assumir riscos. Mas talvez esteja meio monótono aqui... Ai que raiva!!!!!! Acho que minha tristeza inicial deriva da raiva de estar monótono aqui e em várias esferas. Muito bem, agora acho que cheguei no meu limite, e nesse caso não me resta escolha a não ser liberar minha natureza indiferente e a tanto tempo camuflada. Que a benção do poder caia sobre mim e me faça mais forte para superar a solidão diante da multidão indiferente e que o contrário também ocorra, sem prejuizo da minha pessoa, mas simplesmente por efeito da lei do retorno.
Tanto tempo escrevendo aqui é só hoje digo o que realmente queria... Rs talvez não tenha mais qualquer coisa para extravasar por aqui.
Obrigado por ter chegado nessa linha leitor. Pena que depois de ler você não irá ter vontade de dar um único comentário, ou por não estar nem aí, ou por ter preguiça, ou por achar que não é bem vindo, ou por temer a mim, ou por temer se expor mesmo que nesse espaço respeite sua idéia ou forma de pensar. Agora se você chegar pra mim e dizer que um escritor de verdade faz isso pelo prazer de escrever e não pela expectativa de receber um comentário, irei concordar parcialmente contigo. Isso porque de fato o que o escritor escreve deve ser de cunho pessoal e não algo induzido pelo leitor, ou seja, não escrevo para agradar aos outros e sim para sentir satisfação com minha composição, mas ter o respaldo do leitor, as vezes, é bom para saber que o texto tem alguma repercussão, por mais medíocre que seja (duas pessoas leram o texto por exemplo - o autor e um leitor anonimo por exemplo). Chega acho que está bom por hora... Tente comentar, eu te desafio =P.
11/11/2011
Invocação Especial (válida quando lida até onze dias após esta publicação)
Vinde a mim 11 dons divinos e secretos e revelem a
mim sua sabedoria!!! Que esteja comigo e com todos que desejarem:
11-Alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria
11-Amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor
11-Aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado
11-Felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade
11-Luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz
11-Paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência
11-Paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz
11-Sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria
11-Saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde
11-Sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte
11-Superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação
Amem, amem, amem, amem, amem, amem, amem, amem, amem, amem, amem
Comentário Final: Gostaria de amaldiçoar aqueles que desprezaram esse dia ou
se irritaram com sua ampla divulgação, uma parte de mim desejaria
que você seu cético maldito fosse despedaçado e deixasse de existir.
Mas aqui nesse espaço meu querido as coisas não funcionam segundo
a sua lógica ignóbil e deficiente. Assim sendo jogo o bem
dos onze acima descritos de volta a ti onze vezes. Mas
se for do teu feitio a dúvida ou a descrença saia daqui
imediatamente, pois não é bem vindo. Aos que desejarem os 11
dons multiplicados por 111 curtam o post anunciando o texto no
meu fb ou simplesmente comentem no blog ou fb! Tudo certo?
mim sua sabedoria!!! Que esteja comigo e com todos que desejarem:
11-Alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria, alegria
11-Amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor, amor
11-Aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado, aprendizado
11-Felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade, felicidade
11-Luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz, luz
11-Paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência, paciência
11-Paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz, paz
11-Sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria, sabedoria
11-Saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde, saúde
11-Sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte, sorte
11-Superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação, superação
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Comentário Final: Gostaria de amaldiçoar aqueles que desprezaram esse dia ou
se irritaram com sua ampla divulgação, uma parte de mim desejaria
que você seu cético maldito fosse despedaçado e deixasse de existir.
Mas aqui nesse espaço meu querido as coisas não funcionam segundo
a sua lógica ignóbil e deficiente. Assim sendo jogo o bem
dos onze acima descritos de volta a ti onze vezes. Mas
se for do teu feitio a dúvida ou a descrença saia daqui
imediatamente, pois não é bem vindo. Aos que desejarem os 11
dons multiplicados por 111 curtam o post anunciando o texto no
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31/10/2011
O Mestre dos Sentidos
Capítulo 1 - O Fim do Som
Masterbrum disse - Cala boca capeta
E se fez silencio nas profundezas
Disse - Cala boca céus
E se fez silencio no alto
Disse - Cala boca tudo
E se fez silencio em todos os cantos
Quando voltou a falar, proferiu com maestria a sabedoria do som
E se fez o domínio do som através de sua negação absoluta
Capitulo 2 – O Fim do Tato
Masterbrum disse – Não toquem a carne espíritos famintos
E todos os espíritos se recolheram
Disse - Não toquem a matéria seres
E todos os seres deixaram de existir em matéria
Disse – Não toque nada em coisa alguma
E subitamente todas as coisas deixaram de ter sua existência material
Quando voltou a tocar, encostou com maestria a mão na matéria primordial
E se fez o domínio do tato através de sua negação absoluta
Capítulo 3 – O Fim da Gustação
Masterbrum disse – Não saboreie a derrota nem a vitória
E todos os conflitos cessaram no universo
Disse – Não saboreie a carne e o leite
E todos se puseram a comer os vegetais
Disse – Não saboreie em absoluto
E todos ficaram perturbados e deprimidos pela incapacidade de apreciar qualquer coisa
Quando voltou a saborear, sentiu com maestria o gosto maravilhoso do triunfo
E se fez o domínio da gustação através de sua negação absoluta
Capítulo 4 – O Fim do Olfato
Masterbrum disse – Não sintam o aroma da comida e dos perfumes
E todas as essências deixaram de existir
Disse – Não sinta o cheiro do inimigo e nem o aroma da amargura
E todos inimigos entraram em trégua ou paz
Disse – Não sinta o cheiro da vingança e da ira
E todos sucumbiram ou se associaram à inexorável fonte universal
Quando voltou a cheirar, sentiu com maestria o doce aroma do amor e do infinito poder
E se fez o domínio da olfação através de sua negação absoluta
Capítulo 5 – O Fim da Visão
Masterbrum disse – Não enxerguem nada a um palmo de distancia
E todos os seres deixaram de enxergar todas as coisas ao redor
Disse – Não enxerguem aquele que está próximo
E todos passaram a não mais perceber o outro
Disse – Não enxerguem em absoluto
E todos ficaram perpetuamente absortos em sua individualidade
Quando voltou a ver, observou com maestria as luzes belas de paz e poder no horizonte
E se fez o domínio da visão através de sua negação absoluta
Capítulo 6 – O Fim do Fim
Masterbrum disse – Não tenha fim tudo aquilo que teve um começo
E todos os começos não tiveram fim
Bradou em voz alta – Não tenha fim tudo aquilo que teve um começo
E todo fim renasceu para virar um começo
Bradou em voz alta – Não tenha fim em absoluto
E o começo deixou de existir, pois sua existência pressupunha um fim
Quando voltou a contemplar o fim, admirou com maestria todos os caminhos do universo
E se fez o domínio do fim através de sua negação absoluta
Masterbrum disse - Cala boca capeta
E se fez silencio nas profundezas
Disse - Cala boca céus
E se fez silencio no alto
Disse - Cala boca tudo
E se fez silencio em todos os cantos
Quando voltou a falar, proferiu com maestria a sabedoria do som
E se fez o domínio do som através de sua negação absoluta
Capitulo 2 – O Fim do Tato
Masterbrum disse – Não toquem a carne espíritos famintos
E todos os espíritos se recolheram
Disse - Não toquem a matéria seres
E todos os seres deixaram de existir em matéria
Disse – Não toque nada em coisa alguma
E subitamente todas as coisas deixaram de ter sua existência material
Quando voltou a tocar, encostou com maestria a mão na matéria primordial
E se fez o domínio do tato através de sua negação absoluta
Capítulo 3 – O Fim da Gustação
Masterbrum disse – Não saboreie a derrota nem a vitória
E todos os conflitos cessaram no universo
Disse – Não saboreie a carne e o leite
E todos se puseram a comer os vegetais
Disse – Não saboreie em absoluto
E todos ficaram perturbados e deprimidos pela incapacidade de apreciar qualquer coisa
Quando voltou a saborear, sentiu com maestria o gosto maravilhoso do triunfo
E se fez o domínio da gustação através de sua negação absoluta
Capítulo 4 – O Fim do Olfato
Masterbrum disse – Não sintam o aroma da comida e dos perfumes
E todas as essências deixaram de existir
Disse – Não sinta o cheiro do inimigo e nem o aroma da amargura
E todos inimigos entraram em trégua ou paz
Disse – Não sinta o cheiro da vingança e da ira
E todos sucumbiram ou se associaram à inexorável fonte universal
Quando voltou a cheirar, sentiu com maestria o doce aroma do amor e do infinito poder
E se fez o domínio da olfação através de sua negação absoluta
Capítulo 5 – O Fim da Visão
Masterbrum disse – Não enxerguem nada a um palmo de distancia
E todos os seres deixaram de enxergar todas as coisas ao redor
Disse – Não enxerguem aquele que está próximo
E todos passaram a não mais perceber o outro
Disse – Não enxerguem em absoluto
E todos ficaram perpetuamente absortos em sua individualidade
Quando voltou a ver, observou com maestria as luzes belas de paz e poder no horizonte
E se fez o domínio da visão através de sua negação absoluta
Capítulo 6 – O Fim do Fim
Masterbrum disse – Não tenha fim tudo aquilo que teve um começo
E todos os começos não tiveram fim
Bradou em voz alta – Não tenha fim tudo aquilo que teve um começo
E todo fim renasceu para virar um começo
Bradou em voz alta – Não tenha fim em absoluto
E o começo deixou de existir, pois sua existência pressupunha um fim
Quando voltou a contemplar o fim, admirou com maestria todos os caminhos do universo
E se fez o domínio do fim através de sua negação absoluta
27/10/2011
Indagação da Verdade aos Céus
Em um daqueles momentos de divagação, tive a impertinência de me dirigir ao alto sem reverência, como não é típico de minha pessoa. Diga-me a verdade! Senhor dos tempos desbravador da escuridão, revele o oculto agora, essa é uma ordem irrevogável. Recebi a resposta imediatamente como um trovão, e ouvi exatamente o que esperava.
– O panteão do apocalipse é a metáfora do fim dos tempos. O fim nunca é decisivo, como já dizia o colega, sempre é possível mudar a trajetória por mais que o início seja uma variável fixa. A verdade é uma, só existe salvação na caridade e ponto final. O caminho dos humildes e dos honestos é o único que levará à espiral celestial. Acorde irmão, as 10 sephiroth aguardam o aventureiro desbravador, navegue pela evolução dos mestres, aperfeiçoe a técnica básica, extraia o embrião do universo e forje a semente mestra. Ele estará esperando para lançar o próximo desafio, fundamental para ti e para todos, mas não exclusivo seu. Enfrente a corrente dos tempos e do espaço, transfigure o invisível e faça vir à tona o que os sentidos não captam. Quando o momento chegar, os céticos cairão intrigados aos seus pés, e ao testemunharem o poder dos místicos, se encolherão em sua mediocridade. Tolice se opor à verdade absoluta que defende com tanta ênfase, seu empenho nessa empreitada será recompensado pelo ouro dos ouros, cujo valor é imensurável e é dessa forma descrito, com o único propósito de lhe dar uma concepção palpável do bem que lhe será reservado mediante a execução da tarefa das tarefas. Divulgue para todos, ou melhor, meramente exponha no seu veículo tradicional. Aquele que precisar ou tiver ânsia de ler estas palavras chegará até aqui sem precisar ser chamado para tal. E quando chegar ao fim se dará conta da autenticidade e da veracidade da informação.
18/10/2011
15/09/2011
Sonhos Lúcidos
Os sonhos aconteceram exatamente da maneira descrita a seguir. Observe que são sonhos lúcidos e não tradicionais. Isso significa que durante todo o tempo eu decido em ter ou não o controle do desenrolar das circunstâncias do sonho.
1-Pista de corrida espacial com obstáculos gigantes e passarela que some. O trajeto foi concluído na primeira volta. Na segunda volta tive uma queda, pois parte da plataforma foi encolhendo até sumir e tive a impressão de que não conseguiria voltar para a pista. Acabei caindo dentro de um gigante caldeirão, sabia que era a fonte universal, cujas águas me levaram à chegada 500 anos depois.
2-Numa aula com o coordenador geral de semiologia. Estávamos numa sala escura e no power-point aparecia um vídeo no qual eu acabava entrando. Lá dentro presenciava um oceano mítico com várias cruzes de madeira mergulhadas. A água primeiramente subia de nível gradativamente ao longo de anos, e os vários sarcófagos iam desaparecendo. Depois um recipiente acaba abrindo com as pancadas e a pessoa que ali foi colocada tem uma sensação fantástica, como se o mundo virasse de cabeça para baixo e uma nova verdade passasse a entrar em vigor. Uma passagem sensacional através de uma dimensão mágica - a sensação é indescritível. Há um padrão alaranjado e vermelho muito pacífico no outro lado…
3-Caminhava à noite pela rua e virava numa esquina, planejando ir até um local próximo. Quando retornava, pude ver estranhas criaturas vermelhas que brotando das paredes iam na direção da rua. Semelhantes a uma cabeça de medusa. Já tinha visto essa forma, anteriormente, no mesmo sonho. Quando caminhava pela calçada, a coisa me abraçou, não soube dizer o que era. Nesse momento, numa reação instintiva achei que seria melhor acordar, mesmo acreditando que não havia perigo em permanecer ali por mais tempo, por isso voltei à realidade voluntariamente.
15/07/2011
Panteão do Apocalipse
O poder descomunal irá renascer invariavelmente
O trunfo será o legado do portador da doutrina fantástica
A batalha é inevitável e o confronto ultrapassa o maravilhoso
Quando as artes se chocarem saberemos da última doutrina
Então teremos a manifestação do maior poder do universo
O panteão do apocalipse revelará a maior sombra de todas
E por detrás dessa haverá a luz celestial
Aqueles que tiverem olhos não a vejam, pois a mesma não só cega
como também devora a alma de quem a vê
como também devora a alma de quem a vê
Ademais, saibam que este é o quinto cavaleiro, o do trunfo
Nunca sofreu a derrota e segura a chave do desastre iminente
Mas ainda que beire a maestria de todas as artes do universo
Não é o tipo de entidade que se deixe levar pelos impulsos primitivos
Linhagem de Gilgamesh
18/06/2011
O Legado da Escrita Enigmática
O mar de idéias que permeia o inconsciente coletivo é tão vasto, que o universo de possibilidades de novas descobertas é irrestrito. Contudo se agora escrevo e ninguém lê o que digo, haverá algum valor nesta atividade? Provavelmente não muito, somente o valor do raciocínio. Ainda sim não deixaria de escrever por causa de uma tolice dessas… Porém, não há como negar que sinto falta do apreço alheio ou mesmo da critica, pois em qualquer dos casos se contempla o que é redigido. Acho engraçado pensar que umas poucas palavras escritas são mais consoladoras do que ouvir mil outras ao redor, talvez um esporádico leitor se questione do sentido disso, por acaso parece confuso? Certamente não parece fazer lógica, porém queira prolongar um pouco mais essa leitura que alegremente lhe revelarei o meu ponto de vista. Talvez seja mais fácil procurar ajuda alheia quando se necessita de um auxilio, todavia meu caro no final das contas você terá que segurar a barra e rapidamente resolver a situação por sua própria conta, pois a raiz dos nossos problemas sempre se encontra em nós mesmos e uma reforma individual às vezes se faz necessária para crescer, amadurecer, enfrentar seus demônios, aprender e superar os maiores desafios. Vacilei muitas vezes ao imaginar que tudo o que precisava simplesmente viria a mim cedo ou tarde, ou seja, coloquei expectativas muito altas a cerca de circunstâncias e pessoas. Acredito que muitos provavelmente já fizeram o mesmo e ainda continuam repetindo o velho hábito inconscientemente. Cuidado com isso, pois não cabe aos outros a responsabilidade dos nossos anseios e desejos e muito menos o fardo da culpa de nossos fracassos e frustrações. Pode parecer óbvio isso tudo, mas se fosse você não teria tanta certeza assim, pois assumir a responsabilidade por seus atos e assumir a culpa por suas falhas é algo só para poucos. Retomando o que já havia escrito, escrever poucas palavras é mais consolador por que elas partem de nós mesmos e não precisamos assim esperar apoio ou ajuda do outro. Por outro lado, mil palavras consoladoras ditas podem não surtir efeito algum se aquele quem precisa das mesmas estiver fechado para seu próprio reequilíbrio. Humanos sempre têm o péssimo hábito de imaginar que as soluções dos seus problemas estão por ai a fora, quando na verdade estão muito bem resguardados dentro de cada pessoa. Acham fora de si uma suposta resposta para uma dificuldade e imaginam que seja a solução, quando na verdade é meramente um elemento paliativo. Deixam-se entreter pela ilusão, jamais desconfiando que estejam mergulhando mais fundo no abismo da ignorância. Usam e abusam das respostas fáceis e pensam que assim está tudo bem, fazem uso abusivo da lógica e quando esta os consome de forma avassaladora, rapidamente buscam uma maneira de inebriar a sua tão preciosa resposta que agora os está trucidando. Não sei o que será do futuro e tão pouco tenho a pretensão de discutir sobre isso neste momento, mas quero simplesmente deixar preservado nessas poucas linhas o que acredito ser uma dos maiores legados em que acredito… Peço que tenha paciência, as palavras chegarão até mim no momento certo e quando elas surgirem, as destacarei para que nenhum leitor interessado as deixe passar. Voltando novamente ao campo da auto-ajuda, o fato é que os livros são muito bons companheiros, porque no final das contas ao ler um livro você dialoga com seu eu interior, isto é, você aprende com a palavra do outro no momento que você decide fazer uso dela e não porque esse interlocutor a impôs. É um processo totalmente ativo, você busca o auxilio pra sua demanda e no raciocínio que desenvolve por conta própria (não necessariamente idêntico ao do autor), encontra em si a verdadeira solução.
Sempre preferi os livros, mas no final das contas eram palavras - nada mais - e todo mundo precisa, de vez em quando, pouco mais que isso. Não estou só nesse dilema. Creio que uma multidão imensa está nessa situação, mas de uma coisa tenho certeza, por mais complicado e difícil que isso possa parecer, irei manter os olhos abertos contemplando as respostas, que a maioria não quer ouvir, pois no final das contas a força para superar o insuperável é um dos meus objetivos, o auxilio supremo é meu passatempo e o grande poder é o meu trunfo. O segredo é como o poder que jorra das fontes inesgotáveis, o fogo que jamais se apaga, a arte que jamais se extingue, o talento que supera o insuperável, o desempenho que ultrapassa a perfeição, a parte que ultrapassa o conjunto, a palavra que supera o texto, o vencedor que supera o invencível, o gigante que supera o infinito, e quando acabar de redigir minhas palavras, meu querido leitor que se deu a oportunidade de investigar a fundo o meu raciocínio, saberá talvez um dia que pode ir muito mais além da linha da chegada e começar bem antes da partida. Quando perceberes a essência do que digo, saberás que a vida vale a pena e que as aparências existem não para regulamentar nosso desenvolvimento, mas para desafiarmos a revogá-las.
É lamentável que o leitor talvez nunca venha a compreender a plenitude das minhas palavras, mas de qualquer forma como já tinha expressado no começo, a escrita valerá ao menos pelo raciocínio. No final das contas, ainda não consegui encontrar o algo a mais, só terminei um raciocínio, mas não encontrei a argumentação que precisava. Desejo boa sorte se por ventura alguém tiver encalhado no raciocínio junto comigo, que a força do mesmo traga paz e esperança para buscarmos o próximo parágrafo. E quando terminarmos a maravilha que começamos, saberemos sem um pingo de dúvida que redigimos uma história fantástica, que revela não só os nossos segredos, mas o verdadeiro trunfo, aquele que não pode ser expresso e se você ainda tiver dúvida sobre essa possibilidade meu amigo, lamento informar que você não chegou nem perto do meu raciocínio.
27/05/2011
O Mestre Misterioso
Parte 11 – O Turbilhão de Pensamentos Aleatórios
No meio da escuridão da noite pressenti o aparecimento do meu lado sombrio, ele falou – Voltamos à Terra meu caro, temos que resgatar o tesouro perdido… E quando esse dia chegar, poderá bradar ao universo: Eu sou o lorde do mirabolante. Era exatamente o que sentia naquele momento. Era um desejo insaciável de recuperar o precioso elo perdido. Tinha desistido da ultima vez, porque não tinha encontrado motivos para tal. Agora, no entanto, tinha convicção de que precisava cumprir esta ultima tarefa antes de libertar minha alma da perturbação que me assolava e a fim de poder percorrer um novo caminho sem fugir de nada. Não é porque tinha ido pro outro lado e voltado ou porque tivera enfrentado desafios gigantescos que me julgava superior aos outros seres. Era simplesmente um espírito como qualquer outro, que tem a fome natural de evoluir, embora tivesse caído na tentação de fugir e isolar-me de tudo. Olhando bem para essa minha atitude, percebi que era o típico comportamento da criança imatura que não consegue aceitar mudanças. Se bem que às vezes gostava de coisas novas, mas tinha certo hábito de me enjoar das pessoas ao redor. Pergunto se isso era devido a algum desequilíbrio orgânico ou talvez força de hábito. Para todos os efeitos, uma coisa tinha como concreta, as coisas não acontecem ao acaso, sempre há algum motivo por detrás de tudo por mais sutil que o mesmo seja. Desde muito cedo tive por hábito a elaboração de hipóteses sobre os mais diversos fatos e acontecimentos, com o intuito de tentar extrair a essência invisível aos olhos. Não tive muitos amigos na infância, acreditava ser uma criança condenada a uma existência vazia e eternamente imutável, uma espécie de incapacidade de crescer. Fiquei ali isolado por um bom tempo, e nunca consegui de fato me associar aos outros naturalmente. Muitas vezes, por esse motivo era tido como esquisito do grupo, meio que um ser a parte. Sempre tinha alguém que dizia para mim o que fazer em determinadas situações e isso começou a me atormentar gradativamente, pois por um lado não apreciava ajuda alheia e por outro parecia que era o único que precisava de ajuda para desempenhar as ações mais banais de todas. Refletindo sobre isso, talvez quisesse me afastar para não ouvir dos outros qualquer espécie de conselho ou por não quere mais ajuda. Sinto que ainda nada faz sentido, as peças parecem não se encaixarem, meio como se estivesse montando um quebra-cabeça cujas peças só eu poderia encontrar. Será mesmo que era só eu? ou talvez tivesse alguém ao lado que nunca notara a presença física. Não conseguia obter algum contato do outro lado e tinha certa obsessão por essa idéia, talvez seja a hora de me desapegar disso. Mesmo porque satisfazer a vã curiosidade é algo fútil e possivelmente o motivo de minhas empreitadas fracassadas. Nesse caso rogo que apareça um motivo digno para que consiga transmitir as mensagens do outro lado. De todo jeito, o fato é que queria restabelecer o vinculo com o mundo terreno, aceitar que apesar da minha total incapacidade no passado de se relacionar com os mortais, agora era o momento de estabelecer o contato.
Parte 12 – O Ingresso no Mundo dos Mortais e o Comando Secreto
ESSA PARTE FOI SUPRIMIDA DEVIDO AO CONTEÚDO PESSOAL, SOLICITAR AO AUTOR POR E-MAIL CASO HOUVER INTERESSE DE LER ESTE TRECHO
Parte 13 – A Proposta da Alta Esfera Espiritual
Acordei uma manhã e ao sair de casa me deparei com um sujeito estranho. Não era humano, foi a única coisa que pensei no momento. Dirigi-lhe uma pergunta na esperança de que aquela criatura me respondesse – Quem é você? Houve curto silencio e a criatura disse – Sou Bizarro Gargalhada, a projeção que representa a metáfora da sua escuridão. Estava perplexo com a resposta e por isso pedi que se explicasse melhor. A criatura falou – Há um lado obscuro no seu ser que ri da tragédia e saboreia a desgraça, eu sou a representação dessa faceta de sua personalidade. Nesse momento percebi que não era absurdo o pensamento que a longo tempo vinha carregando. Costumava pensar que todos tinham esse tipo de faceta, mas na verdade as coisas eram diferentes. Descuidei-me e acabei deixando que meu lado obscuro proliferasse e tivesse predomínio na minha mente. Então um espírito apareceu e falou para mim, não é o que tu pensas ou o que cultivastes ao longo de toda a vida que irá definir o seu futuro, lembre-se o começo pode até não ser passível de mutações, mas sempre poderemos mudar o desfecho, de tal forma que as criaturas em nível de evolução inferior sempre poderão ascender a níveis mais sublimes. Lembra-se das mazelas que cometestes: os roubos e a tortura. Você praticou o mal mesmo sabendo que estava pecando e a principio se deixou levar pela tentação, mas o roubo foi há muito tempo e não foi significativo, pois você ainda era pequeno, quanto à tortura por mais que tenha sido em um animal indefeso, foi brutal e desumano. Só que depois de vários meses você teve a humildade de admitir o erro e pedir perdão, não é qualquer um que depois de grave erro aceita a culpa e pede pelo perdão. Assim sendo não creio que você deva mais se preocupar com esse assunto que o atormentou durante tanto tempo. Observei em você um crescimento surpreendente, você realmente evoluiu muito nos últimos tempos, mas nunca deve se esquecer de preservar a humildade para não se pegar cometendo os mesmos erros novamente. Escuto suas palavras do além, vejo exatamente o desejo de alguém que anseia por grande reputação, reconhecimento, prestigio e poder. Vou-lhe dizer uma coisa, busca servir aos outros e não ser grande, pois na grandeza o que encontrarás será um enorme abismo o separando do que realmente anseia, por outro lado se decidir ser pequeno e prestativo, encontrará o caminho dos mestres, vai ser imensamente gigantesco, mais espíritos de benevolência e sabedoria estarão contigo e você verdadeiramente encontrará um propósito e uma força incrível que no momento não lhe é concedida devido sua atual imaturidade, mas que lhe será revelada no seu tempo certo. Proponho tudo isso e mais um mar de maravilhas ao tomar o caminho que aconselho, ainda há tempo e creio que nessa vida ainda terá oportunidade de falar comigo e propagar ajuda espiritual aos que estão desesperadamente necessitando. Não se preocupe com o passado, não perca seu tempo com tristeza e fracasso do passado, tenha fé em si mesmo e a paciência que lhe é peculiar meu jovem, que cedo receberás o meu chamado. Esteja atento, quando o momento chegar, irei lhe dirigir a palavra mentalmente durante um desses momentos nos quais você entra em sintonia com seu eu superior. Deus te abençoe sempre filho. Que a luz se espalhe por todos os seus horizontes lhe trazendo paz, estabilidade, animo e força. Que o dia do despertar da sua mediunidade chegue o mais rápido possível, conto com sua perseverança garoto, tenho fé que seus poderes latentes vão despertar em breve. Nós do outro lado estamos ansiosos para poder trabalhar junto com você e esperamos muito por esse dia, caso esteja decidido seguir este caminho. Por ultimo não temais o invisível, pois estaremos ao seu lado quando julgarmos pronto e amadurecido para o ofício do bem na sua área de atuação. Não tenho a intenção de me prolongar demais aqui meu jovem, quando chegar o momento lhe será revelado tudo o que precisar para atuar da forma mais edificante e poderosa no auxilio dos enfermos.
Um abraço de luz dos irmãos de luz e tenha um ótimo dia cheio de bênçãos e paz.
Assinado André Luiz
Parte 14 – Cascata de Amarguras, o Poder da Nova Geração e o tesouro de Gilgamesh
Depois da mensagem fui para casa refletir sobre o melhor caminho a ser tomado. Não muito tempo atrás estava completamente desanimado, abatido por uma tristeza que fazia com que quisesse somente dormir o tempo todo. Não estava interessado nas atividades e estava sem um pingo de interesse de comparecer às aulas e assim permaneci. A tensão é grande – pensei naquele momento. Cogitei a possibilidade dos meus hábitos noturnos estarem interferindo no meu rendimento e na minha força de vontade e logo percebi que este não era o problema. Essa coisa que se apoderou de mim por uns dias realmente levou-me ao fundo dos infernos. Não que nunca tenha ido pra lá, só que dessa vez mergulhei de cabeça e passei a sentir uma tristeza sem motivo algum. Foi aí que minha lucidez se manifestou como se estivesse adormecida e enterrada debaixo do solo há mil anos. Fui logo perguntando à minha mente onde estava o poder e a resposta explodiu feito uma bomba na minha cara. As palavras que ouvi ecoarem na minha mente foram – Porra, como você se atreve a deixar o seu próprio poder ao relento. Foi aí que percebi a merda que tinha feito. A fúria dominou todos os meus sentidos, era o renascer do ódio original, uma espécie de ódio supremo muito bem trabalhado que abriga uma energia de proporções gigantescas… Deixe-me explicar uma coisa, este ódio original é um poder muito bem desenvolvido que esconde uma essência fabulosa. Não é algo muito conhecido. Em fim, os dias se passaram e estava ali me lixando para o mundo. Nunca havia sido diferente até que um dia apareceu no mundo dos humanos o guerreiro mais forte de que se tem informação, era o retorno de Gilgamesh.
O vi se dirigir a mim e zombar da minha força. Isso foi suficiente para resgatar o meu ódio original e atacá-lo com um soco muito poderoso. Porem, este Gilgamesh não era como o que havia enfrentado no mundo da imaginação que tinha criado tempos antes do meu retorno ao mundo dos humanos. Por esse motivo meu golpe sequer o tocou. Gilgamesh zombou e disse que era o guerreiro mais forte de todas as ultimas gerações e que nunca conseguiram sequer lhe provocar um arranhão em uma batalha. Invoquei o poder dos mil guerreiros ninjas espadachins e drenei a energia dos mesmos, avancei em linha reta e ataquei Gilgamesh numa série brutal e ininterrupta de facadas e socos. Gilgamesh conseguia se defender de todos os meus golpes, como já esperava que fosse acontecer. Meu adversário tentou me atacar, só que ao meu redor havia uma esfera branca de proteção que me deixava absolutamente imune contra toda e qualquer investida sua. Prossegui com meus golpes sem parar. A minha força era a de mil homens, mas ainda sim não conseguiria acertar um único golpe em Gilgamesh, o qual pensou que logo eu cansaria e perderia a batalha. Só que durante minha investida não estava interessado em acertas os ataques e isso Gilgamesh não fazia idéia no momento. Finalmente gastei toda a energia fornecida pelos mil guerreiros, era hora de mostrar a verdadeira técnica que estava escondendo. Empunhei a espada mais forte do mundo, Gilgamesh a reconheceu e disse que mesmo assim nunca acertaria um golpe sequer nele. Este era o momento de mostrar minha técnica fabulosa, falei para Gilgamesh o seguinte – Você certamente é um guerreiro muito poderoso, mas tenho obrigação de superá-lo, pois acredito que as mais novas gerações têm o dever de superar suas precursoras e assim sendo me comprometo a derrotá-lo. Gilgamesh respondeu em tom de gargalhadas. – Garoto eu sou o guerreiro mais forte de todos ao longo de várias gerações, o que faz pensar que poderá ser diferente. Nesse momento fiz a energia que drenei de Gilgamesh se espalhar ao longo da espada. Meu adversário ficou impressionado com aquilo. Segurei a espada, que agora estava extremamente pesada, com as duas mãos e ataquei Gilgamesh através de um corte, aparentemente inofensivo, no horizonte. A armadura de Gilgamesh despedaçou e várias rachaduras brotaram do chão, um vento forte carregou pedaços gigantes do solo e os lançou como se fossem blocos de isopor. Gigalmesh colidiu contra uma viga de metal a qual rachou no meio e despencou no chão como se tivesse morrido. Gilgamesh falou então que nunca havia imaginado que algum dia pudesse ser derrotado e reconheceu sua derrota. Levantou-se foi em minha direção e disse pra mim o seguinte – Jovem você tem grande potencial, quero que você fique com um dos meus tesouros. Recebi uma espécie de energia verde e Gilgamesh mencionou que se tratava da essência gigash que conferia um aumento estrondoso dos status do portador, porem tinha um preço, levava o dobro de tempo pra recuperar da exaustão. Gilgamesh então partiu, mas pedi que ficasse, pois precisava da ajuda dele. Gilgamesh então perguntou sério – Você tem medo de alguma coisa rapaz? No que prontamente respondi – Não tenho coragem senhor, você não poderia me auxiliar daqui pra frente? Gilgamesh então fitou meus olhos como que se não estivesse acreditando no que estava ouvindo e respondeu em tom severo – Escuta aqui seu moleque, você é um dos poucos guerreiros que confrontei ao longo da minha vida que tiveram coragem suficiente de me enfrentar, então não diga que tem medo, pois isso é uma ladainha das grandes e não estou interessado em ouvir sobre essa baboseira. Respondi rapidamente – Sim senhor! Não irei incomodá-lo mais com isso. Nisso Gilgamesh sumiu no ar…
Parte 15 – O Labirinto Misterioso do Mestre da Imaginação
Este era o meu grande momento, de simples mortal, alcançara agora a posição de ser mais forte do universo, o herói que salvou a Terra da extinção. Parecia uma piada de mau gosto, mas pelo visto era exatamente o que tinha ocorrido. Como se em algum momento da minha existência eu quisera salvar a raça humana da destruição. Fui embora por um portal de luz que havia materializado. Com o transcorrer dos eventos, o meu self original ressuscitou e agora representava um perigo gigantesco ao universo e a todos os seres. Era o começo de uma nova jornada, desta vez realmente enfrentaria um desafio de proporções avassaladoras.
Canalizei minha energia e abri uma fenda inter dimensional que se abria diretamente na mente do meu self original, isto é, o âmago da minha escuridão, o lugar mais perigoso do universo a esta altura. Sabia desse fato, pois era o pai da imaginação e meu self original certamente aproveitaria desse meu talento para criar um obstáculo gigantesco para mim.
Ao entrar no labirinto da minha mente obscura, deparei-me com meu próprio reflexo. Era uma cópia exatamente idêntica a mim em todos os aspectos. Seria uma batalha suicida, comecei a pensar que talvez não houvesse como derrotar meu lado negro.
O meu reflexo então se manifestou – Se não é o homem mais forte do mundo. Travaremos a batalha mais fenomenal da história e veremos a sua existência sucumbir diante de sua excelência. Foi engraçado ouvir essas palavras do meu reflexo, pois elas coincidiam exatamente com o que estava pensando. Ter grandes poderes às vezes custa caro, refleti na hora. Talvez esse fosse o verdadeiro momento de liberar a doutrina da arte secular, que tinha preservado ao longo de toda minha evolução.
Parte 16 – A Revelação da minha Natureza Original
Imediatamente chamas verdes azuladas começaram a irradiar de todo o meu corpo formando contornos gigantescos ao longo de 10 metros ao redor do meu perímetro. Meu adversário espantou-se e não conseguia entender de onde vinha esse poder, pois sendo parte da minha natureza obscura, tecnicamente tinha acesso a todos os meus segredos mais íntimos. Só que dessa vez, era evidente que tinha as cartas da vitória nessa batalha tão fatídica. Expliquei para minha sombra, que geralmente não é possível vencer a sua própria sombra e que no máximo podemos nos aliar com ela, pois ela geralmente guarda todas as forças conhecidas e desconhecidas pelo consciente. Porém, tinha inventado o ódio original, uma espécie de espaço restrito que só poderia ser acessado pela natureza que se desejava preservar e nutrir. Toda minha explicação não pareceu elucidar qualquer coisa para minha sombra. Então resolvi mostrar na pratica do que estava falando.
26/05/2011
Renascimento
Já é tempo das mudanças entrarem em ação. No toque das sete badaladas, os caídos se reergueram das cinzas, prontos para assumir o trunfo a eles legado. Inevitável é o desfecho por eles trazido, inabalável o poder que carregam. Quando quem quer que seja tiver a ousadia ou a loucura de confrontá-los, encontrará a perdição eterna. Trago a mensagem dos tempos antigos através deste receptáculo por meio do qual opero, pois é de urgência que o mesmo se ponha a crescer a fim de cumprir os desígnios divinos estabelecidos. A descoberta repentina dos antepassados lhe trouxe a tona o legado do quinto anjo do apocalipse. Dirijo a você que outrora estava caído e agora se encontra firme em seu lugar. Ressalto a importância de não cairdes no caminho das trevas por mais tentador que seja, pois já esteve lá e bem sabe o quão desagradável é o local, cuide para que sua vida não fuja das linhas sagradas. Reflita e medita a cerca dos seus passos e por mais prazeroso que o mal possa parecer, não se esqueças que o caminho da salvação é indubitavelmente o do serviço sem visar o lucro e a caridade sem esperar retorno. Encorajo você a prosseguir os estudos antigos a fim de adquirir o conhecimento que possuía em outras vidas. Através desse itinerário você ire resgatar um dos seus pedaços perdidos e poderá assim reganhar o equilíbrio alterado por forças negativas. Não se esqueças jamais, os sentidos ocultam o verdadeiro saber, portanto não se atenha muito ao mundo material. Quando chegar o momento, entoarás o canto de vitória triunfal. Estaremos aguardando seu crescimento e a realização das tarefas importantes às quais cabe somente a você realizar. Terminadas as mesmas será dado inicio a uma nova era – a da revolução dos universos.
26/03/2011
O Mestre Misterioso
Parte 5 – Fundação do Fantástico Território da Fantasia
E, como se houvesse aprendido um novo segredo do universo, teve uma idéia fantástica. O seu mundo dos caminhos luminosos era um gigante mistério para todos, mas nada demais diante de seus olhos, por isso resolveu adentrar nos recônditos do seu mais poderoso mundo. Suas fantasias não passavam de exacerbação da imaginação até aquele dado momento, mas a partir de então materializou as portas para o seu multiverso particular. Entenda-se por multiverso, um intrincado conjunto de universos simultâneos e interconectados com todos os mundos visíveis e invisíveis. A princípio era uma porta imaginária a qual lhe concedia acesso aos mais elevados ou profundos locais do universo. Estava planejando aperfeiçoar o seu mundo particular, ou seja, um território no mundo espiritual ao qual ninguém teria acesso a não ser com sua permissão. Sua mente sempre fervilhou de idéias, e logo que começou a forjar seu universo, conseguiu criar um novo paradigma. Apesar de ser o criador de todas as coisas em volta não podia conhecer o que ia muito alem e nem o passado. Dessa forma, seu universo era verdadeiramente aleatório e o desenrolar dos acontecimentos dependia da imaginação do criador. Dentro do seu mundo, qualquer ser automaticamente estava sujeito às regras do seu espaço, portanto ninguém teria privilégios ou auxilio.
Era um mundo no qual se experimentava as situações desencadeadas pela imaginação. Sendo um universo particular à parte de todos os outros, o usuário deste espaço se encontraria invariavelmente imune à morte. No mundo do misterioso mestre não havia morte, mas sempre existia a possibilidade de ser expulso do espaço devido à violação séria de regras. Todos esses detalhes ainda precisariam ser trabalhados, pois o mestre misterioso ainda estava interessado em permanecer em absoluta reclusão.
Parte 6 – Enfrentando o Maior Inimigo, Ganhando o Maior Aliado
Sempre tivera a intenção em vida de provar que nada era impossível, mesmo a própria impossibilidade, haja vista que dentro de certas limitações não se pode esperar que algo se opere misteriosamente por intermédio de um meio externo, ou seja, tudo é possível quando se faz presença de espírito e intenção poderosa. Assim sendo não era uma vontade absoluta de negar o sentido de impossível, mas sim de enxugar os pormenores ao redor do termo. Quando entrou pela primeira vez em seu mundo particular, viu um dragão gigantesco, aparentemente grande demais pra ser domado ou destruído. Imaginou que como estava no seu mundo, precisava seguir suas regras por mais que adiante cogitasse obter o segredo do mesmo. Não que tivesse outra escolha, pois estando nesse território perdia o poder de prever o futuro e burlava a morte em todos os seus sentidos. Sabia que teria um caminho infinitamente gigantesco pela frente, mas como gostava de dizer diante de situações complicadas: Nada é impossível, nem mesmo atravessar o infinito, alcançar o seu fim hipotético, e depois voltar.
Tirou a espada de sua bainha e partiu pra cima da fera gigantesca. Deu dois cortes com toda sua força, que aparentemente só fizeram cócegas no dragão colossal. O animal soltou uma bola de fogo imensa que me fez cair destruído no chão. Não tinha morrido é obvio, mas naquele instante seria expulso do meu universo caso desistisse. Tinha sido derrotado pelo oponente, mas usei de uma técnica milenar pra reanimar meu corpo – o famoso Last Resort. Uma chama dourada percorreu ao redor do meu perímetro exatamente da forma que imaginei. Todos os meus status dobraram e depois triplicaram. Cruzei meus braços na frente do meu peito, e luzes poderosas passaram a emanar das minhas mãos. Era minha primeira manipulação dos poderosos elementais Salamandra e Ondina. A coloração era azul da mão direita que cruzava o peito para esquerda simbolizando o poder da água. A mão esquerda cruzava na frente da direta para a direita e desta emanava uma luz vermelha simbolizando o fogo. Comecei a levitar e gradativamente novas luzes brotavam dos meus pés, do direito uma luz verde simbolizando os ventos (elemental sílfides) e do pé esquerdo saia uma luz amarela, simbolizando o poder da terra (elemental gnomo). Novamente meus status dobraram e depois triplicaram. Então materializei duas barreiras intransponíveis ao redor de todo meu perímetro. Foi então que o dragão começou a cuspir uma coluna de fogo que parecia jamais ter fim, só que a lava que saia da sua boca não conseguia ultrapassar minhas poderosas barreiras. Depois de muito tempo a fera colossal parou de atacar e então percebi que era meu turno. Ataquei com um sabre de luz, ataques devastadores que surtiram um efeito gigantesco no dragão, o mesmo cambaleou para trás e caiu com grande estrepito. Nesse momento, parei de manipular os elementais, escalei até os céus, andando pelo ar e pulei como se tivesse sido chamado por uma força maior. O dragão sumira e assumira a forma de um pássaro maravilhoso de penas incandescentes e passou por baixo de mim, como se estivesse me aceitando como seu aliado.
Parte 7 – O Espadachim da Armadura de Tungstênio
Compreendi que o dragão era a metáfora da minha vida, a representação de que o maior inimigo do homem sempre é o seu próprio reflexo e nada mais. Aquela criatura era um alerta para jamais esquecer o perigo que é perder de vista o maior obstáculo que se pode por em nosso caminho. Era o tipo de coisa com a qual já estava habituado, de certa forma tão habituado com a idéia ao ponto de se afastar de todo o universo para simplesmente refletir sobre o fato, incansavelmente, jamais se rendendo às fraquezas inerentes da condição supostamente imposta, por isso entenda-se, a idéia do sofrimento permeando quase que constantemente o imaginário do inconsciente coletivo. Pensei por alguns momentos, que a idéia de enfrentar o meu maior inimigo logo ao adentrar o meu universo era algo bastante consolador, no entanto depois ficou claro que isso era um ledo engano. Podia contar agora com o auxilio do dragão na minha jornada, pois uma vez sendo derrotado por mim, automaticamente se tornava meu aliado, não que o mais forte subjugasse o mais fraco. Na verdade, o dragão meramente respeitava meus talentos e por isso tinha vontade de me seguir ao longo do caminho. Andei mais um bocado, e cheguei num deserto enorme, estava morrendo de sede. Não tinha parado pra pensar onde conseguiria os suprimentos necessários pra minha subsistência, mas tentei pedir ajuda ao meu dragão. O mesmo ofereceu levar-me para algum lugar. Subi nas suas asas e pouco tempo depois estava sobre uma lagoa límpida de água doce. Sorvi daquele liquido maravilhoso, que agora enchia o meu ser da energia que me era escassa. A água então sumiu como num truque maravilhoso, fenomenal e sem explicação dentro da lógica humana. Uma esfera verde se materializou e de dentro dessa luz surgiu um espadachim com vestes de carbeto de tungstênio. Imaginei que não se tratava necessariamente de um inimigo, pois porque assim haveria de ser? Uma figura em forma de sombra se materializou do meu lado direito e disse em tom fantasmagórico – Esse indubitavelmente é o seu universo meu caro mestre, mas não se esqueça que todos aqueles os quais se manifestarem através de esferas de luz serão seus oponentes imediatos. Estarei a sua disposição sempre que confrontar com inimigos poderosos e lhe fornecerei dados uteis a cerca do seu adversário, mas ainda sim nunca se esqueça meu senhor, tu serás o responsável pelo desfecho de cada confronto. Sou meramente a personificação da sua mente obscura e como tal lhe concederei imenso poder, contanto que jamais se esqueça de trabalhar comigo.
Dito isso compreendi um dos pilares do meu universo, o confronto com oponentes os quais imaginasse invencíveis. Então pedi pelo auxilio da minha sombra, que não era senão uma extensão do meu ser, que anteriormente nunca houvera prestado atenção. Pronunciou em tom categórico, como se proferisse a mais pura verdade – Seu adversário usa uma armadura que é indestrutível a ataques físicos, possui defesa absoluta contra magia. Sua velocidade é gigantesca e seu poder é enorme, você sequer será capaz de tocá-lo.
Dito isso, perguntei para ele – Como você pode ter tanta certeza? Rapidamente respondeu que era uma parte do meu ser e como tal tinha a capacidade de vislumbrar todos os meus poderes e suas extensões. Não aceitei isso de forma alguma. Argumentei que nos mundos anteriores por mais que algo pudesse se demonstrar impossível, sempre haveria uma solução para um obstáculo, independente do quão inacreditável parecesse.
Agradeci pelo auxilio da minha sombra, mas mandei que fosse embora, pois estava interessado em engajar na batalha imediatamente. Sai em disparada sobre o cavalheiro da armadura espetacular. Antes que pudesse cogitar atacá-lo seu semblante sumiu completamente tal como uma miragem no deserto se desfaz quando nos aproximamos dela. Cheguei ao ponto de pensar que se tratava de uma ilusão, mas pouco tempo depois vi que meu adversário estava do meu lado, acertou-me com sua espada, arremessando-me vários metros de distancia. Foi antão que percebi o tamanho do meu oponente.
Repeti minha técnica fantástica, Last Resort e em poucos segundos formas de energia exuberantes e brotavam dos meus membros e em pouco tempo formava uma barreira teoricamente intransponível ao redor do meu corpo. Combinei o poder dos quatro elementos, originando um quinto extremamente poderoso o qual lancei com grande força sobre o espadachim misterioso. O cavalheiro não se desviou da energia, simplesmente recebeu todo seu impacto no peito. Não conseguia acreditar que todo aquele poder sequer tinha sido capaz de deslocar o meu adversário por um milímetro. O cavaleiro da armadura misteriosa então rio histericamente e bradou com energia – Eu sou o grande mestre Gilgamesh, minha força é superior à de cem homens jovem, não será capaz de me derrotar.
Entendi que estava enfrentando o lendário Gilgamesh e percebi que esse adversário era mais forte que minha própria sombra. Era uma batalha tecnicamente impossível, precisava raciocinar rapidamente. Tinha a crença absoluta por um lado que jamais poderia derrotar minha sombra, mas se meu adversário era mais forte que minha escuridão interior, isso significava que não tinha como vencê-lo? Estava começando a compreender uma nova lição que não fora assimilada ainda em vida. Não podia derrotar minha sombra porque ela era parte do meu ser e como tal tinha um papel preponderante durante meu crescimento, que era justamente de guiar meus paços, jamais deixando que cedesse ao fracasso. Tudo que tinha de fazer era reconhecer a presença da minha sombra e trabalhar com ela para ficar mais forte. Se abandonasse a sombra no meio do caminho iria lamentavelmente falhar, primeiro por não dar ouvidos a uma das minhas verdades e segundo por taxar de ruim algo que era próprio, mas negado como se fosse vergonhoso possuir. Confesso que o entendimento dessas palavras requer uma grande experiência para perfeita compreensão. Julguei a principio que o maior inimigo do homem era seu próprio reflexo, mas tinha incorrido num grande erro. Foi ai que percebi a tempo que todos os humanos têm como oponentes seus próprios reflexos, e por isso na verdade o maior inimigo do homem passava a ser o reflexo dos homens e não o próprio, pois uma coisa é certa o nosso reflexo nós podemos compreender e desvendar suas nuances já o reflexo dos outros é sempre algo misterioso aos nossos lhos. Eram lições valiosas e chegavam a minha mente como balas de canhão.
Refleti tudo isso e percebi que Gilgamesh era sim reflexo da minha imaginação só que com elementos adicionais, os quais faziam toda diferença, pois não podia derrotar esse guerreiro da forma em que estava acostumado. Desfiz o Last Resort com a mesma velocidade em que o produzi. As chamas coloridas pararam de brotar dos meus membros e voltei ao solo como de costume. Chamei minha sombra e disse pra ela em tom categórico – Criarei uma nova arte e com ela despedaçarei Gilgamesh, pois sou o grande mestre, masterbrum o gigantesco. Minha sombra assentiu em silencio, era como se aprovasse minha coragem e disposição.
Rapidamente materializei um bloco de energia densa no ar, desmontei um pedaço e o enfiei no solo logo atrás de mim, formando uma espécie de parede resistente a impactos. Com o resto da energia, puxei o núcleo denso da fonte de luz várias vezes até que uma arma se produzisse. Apontei para o espadachim e apertei o gatilho. Da minha arma saiu um poderoso projétil que explodiu ao entrar em contato com o tungstênio da armadura do espadachim e a pressão gerada pelo tiro me arremessou contra a parede que havia previamente criado. Foi um ataque espetacular, mas não era suficiente para destruir Gilgamesh. Depois materializei duas espadas de energia densa, brilhavam como a armadura do meu adversário. Ao longo da vida sempre contemplara os metais e suas propriedades, e agora estava forjando um novo tipo de arma, uma a qual só poderia imaginar quando em vida, mas jamais criar. Avancei em linha reta, a princípio o meu oponente conseguiu desvencilhar dos primeiros golpes, mas à medida que continuava atacando, minha velocidade ia aumentando drasticamente e os ataques ficavam muito fortes. Já estava começando a acertá-lo em cheio e quando dei o ultimo ataque, sua armadura se desintegrou em milhões de pedaços. Os impactos da energia da minha espada disseminaram por toda sua armadura e o ultimo golpe extremamente forte serviu para acionar uma espécie de cadeia de explosão em seqüência. Gilgamesh mirou no horizonte estupefato e disse de forma impressionada – Já travei centenas de batalhas, nunca fui derrotado e durante mais de cem mil anos ninguém sequer foi capaz de imprimir um arranhão na minha armadura de tungstênio, você é um guerreiro virtuoso. Nunca me esquecerei dessa batalha. Você tem o meu respeito. E seu semblante desapareceu no ar. Onde Gilgamesh estava jazia agora um livro negro. Peguei o livro e na capa dizia, aqui jazem os segredos dos princípios – Vol 22: A superação da sombra alheia, o caminho dos sagazes.
Parte 8 – O Livro Deixado para Trás
Estava sozinho novamente, e aproveitei pra ler todo o conteúdo deste livro misterioso. Havia muita coisa, mas algumas idéias chaves saltavam aos olhos, entre os fragmentos chaves destaquei. “O mundo interior é um espaço infinito, mas não se esqueça que o universo é formado pelo conjunto de mundos interiores. Sendo que cada pessoa pode ter diversas percepções da realidade. Portanto trabalhe bem seu universo interior para poder vislumbrar o gigantesco universo alheio à sua mente.”, “O mundo interior contem a chave de todos os segredos. Os segredos escapam aos sentidos e não podem ser percebidos se não por um verdadeiro sábio, ou seja, por aquele que busca na simplicidade a resposta para a suposta complexidade, que permeia o inconsciente coletivo.” e “O gigantesco só pode ser visto pelos olhos treinados. A superestimação das circunstâncias que envolvem a própria realidade nada mais é que o fracasso e falta de percepção do universo ao redor. Todos têm suas escolhas e oportunidades e cada um deverá acatar com suas decisões, sendo que menosprezar o fardo alheio e valorizar suas próprias chagas não só é tolice, mas às vezes digno de pena.”
Parte 9 – O Ensinamento do Lendário Gilgamesh
Foi então que surgiu Gilgamesh reapareceu. Ao vê-lo novamente em tão curto intervalo de tempo perguntei se já havia esquecido a derrota que sofrera poucos momentos atrás. Gilgamesh disse que o tempo era ilusão dos homens assim como o espaço. Não entendi nada e desafiei o valente guerreiro a um combate. Dessa vez, Gilgamesh estava sem armadura, mas não pareceu ter a menor intenção de se desviar do meu golpe. Acertei-o com um impacto tremendo, mas o meu oponente não se mexeu sequer um milímetro e fui inclusive empurrado para trás com a mesma força que apliquei.
Gilgamesh riu alto e mencionou de forma sarcástica uma das leis da física – Ação e reação garoto, você conhece? Nunca nem em minha imaginação poderia esperar este tipo de defesa, era incrivelmente fantástico. Gilgamesh propôs então algo que era incapaz de entender no momento – Garoto, eu proponho o seguinte, darei a ti a espada mais forte do universo e tu irá me atacar com ela. Assim não terei chances de me defender e você irá alcançar seu objetivo. Aceitei sua proposta embora desconfiasse tremendamente de sua extrema generosidade. Gilgamesh então chamou seu fiel amigo Enkidu o qual trouxe para mim uma espada negra, de uma cor fascinante e que emanava uma energia fantástica. Fiquei estupefato com a perfeição daquela arma e quando a peguei imaginei comigo que agora era invencível e que Gilgamesh tinha cometido seu maior erro ao me dar sua arma mais poderosa.
Foi na direção do meu adversário e ataquei-o diretamente. Não compreendi o que se seguiu, Gilgamesh segurou a lamina da minha espada com a mão espalmada. Pensei comigo que talvez a espada tivesse algum encantamento ou propriedade que impedisse que eu executasse meu ataque ou ainda que a espada apesar de emanar energia não era lá tão forte. Durante esta breve reflexão, Gilgamesh interrompeu minha linha de raciocínio e começou a falar. – Garoto eu teria que ser mesmo um inútil para ser cortado pela espada mais forte do mundo. Você lembra-se do nosso primeiro encontro? Você realmente acredita que venceu aquela batalha? Vou te dizer uma coisa, essa é a espada mais forte do mundo, pois o único que pode quebrá-la sou eu, e como não tenho interesse de fazer isso fica valendo o que disse. Agora se a espada mais forte do mundo não pode me derrubar, isso implica que ou minha força se iguala à da espada ou eu sou mais forte. Mas para todos os efeitos garoto se você realmente quer ganhar esta luta, perceba que pelo menos a força da espada o separa de uma vitória. Agora considerando que você usa sua força e mais a da espada e ainda sim não tem êxito, diria que suas chances de sucesso são ínfimas não por causa das nossas diferenças de poder, mas por outro motivo não aparente. Vou lhe dizer uma coisa que um dia possa vir a ser útil em suas aventuras – O fundamental é imperceptível aos sentidos. Esse é o lema dos maiores guerreiros, entenda seu significado oculto e você se tornará um gigantesco, mesmo os ditos deuses imortais não serão páreo para você… Agora tenho que ir, mas quando e se um dia você captar o sentido por detrás do meu segredo, eu estarei esperando para uma batalha. E sumiu no ar como uma miragem no deserto.
Era hora de seguir em frente. Mas subitamente lembrou-se de tudo aquilo que havia deixado para trás, e isso o incomodou, pois estava dissociado de todo o resto do universo. Era aquela estranha sensação que o perturbara vários anos atrás. Apesar de tudo não estava interessado em rever ninguém, mas por outro lado tinha vontade de sair por aí descobrindo os mistérios do seu território. Era um espaço vasto repleto de imaginações férteis e criativas. O segredo por detrás das palavras de Gilgamesh, na verdade, era algo trivial para mim. Sempre soube o significado delas, mas por força do destino sempre esquecia e tinha que ficar lembrando a informação. Sabe quando dizem uma coisa fantástica e você impressionado esquece o que foi dito? Talvez não, mas em todo caso deixe lhe explicar. O segredo preservado ao longo das gerações é a lei da atração, que, resumidamente, prega que de acordo com suas vibrações energéticas você irá atrais em sua vida determinadas circunstâncias cada vez com mais força. Acreditei nisso, pois era agradável e razoável, e de certa forma funcionava todas as vezes. O problema é que inadvertidamente acabei acentuando e dando ênfase a minha natureza soturna e reservada e cada vez mais me via afastado de tudo e de todos até que chegou num ponto decisivo, estava muito longe, mas queria estar por perto, porém se ficasse perto ainda me sentiria longe e de certa forma não seria eu mesmo. Era muito confuso, então o tempo passou rapidamente e a minha vida, pelo menos no plano terrestre acabou. Foi uma jornada muito proveitosa, tinha aprendido muito, mas o pior de tudo é que ainda estava fora de mim, e acabei inadvertidamente levando assuntos pendentes para o outro lado. Os grandes feitos mencionados anteriormente não pareciam surtir nenhum efeito em minha alma, estava aos pedaços e pensava que poderia me reconstruir ao reconstruir aqueles ao meu redor. Tolice a minha, pois somente um homem disposto a se erguer será capaz de se levantar e superar o ultimo obstáculo, o mais obscuro de todos. Não que todos tenham um obstáculo comum, mas cada um certamente precisa algum dia enfrentar seus demônios, ou seja, seus maiores desafios, aqueles que os levarão a um conhecimento profundo da natureza e a uma conseqüente evolução dentro da hierarquia do universo. Chamei então Gilgamesh, o momento era decisivo. Eis que o lendário guerreiro surgiu como um relâmpago no meio de uma tempestade repentina. O guerreiro então perguntou – E então, está pronto? Encarei meu oponente e falei – Não é a resistência de uma armadura que define a defesa de uma pessoa, não é uma espada que define o seu poder de ataque, não são as palavras que definem o desfecho de uma batalha. Somente quando se sabe o que se procura de verdade é que se acha de fato o fundamental. Não procuro a separação do mundo, embora tenha sempre caminhado nessa direção ao longo do tempo, sempre evitando o resto do mundo e fazendo as coisas da minha maneira. Reconheço que supervalorizei os sentidos, a matéria e todas as coisas que regem o mundo físico. Acabei esquecendo o mais importante que é fazer a diferença no mundo das idéias, sendo uma pessoa mais justa, bondosa, amável e prestativa. Não incorrerei nesse erro novamente e ainda que tenha tido que aprender essa lição a duras penas, eu retornarei ao mundo a que pertencia para atar as duas pontas e poder seguir em frente.
Gilgamesh falou – Mas como você irá fazer isso? Seu tempo no mundo terrestre já acabou e não há mais como retornar! Foi então que eu pronunciei a verdade guardada no coração, uma das partes que compunha a essência do meu ser. – Isso não é problema, nunca o foi de fato. Desde o momento da criação deste meu universo particular, estive analisando atentamente cada acontecimento a fim de aprender o propósito de tudo isso. Em principio criei esse espaço para fugir dos outros universos pré-existentes, foi uma tentativa fútil de resistir ao inevitável re-encontro com os seres das outras esferas. Minha escuridão se revelou desde o momento que pisei no meu novo mundo, alertando sobre as regras do meu mundo. A fim de tornar as coisas mais agradáveis, imaginei um espaço que não era previsível de tal forma que pudesse me distrair ao longo dos tempos. Enfrentei o dragão, metáfora da minha personalidade e logo depois o encontrei. Imaginei que tinha derrotado você, mas foi um equivoco grande. Subestimei o meu próprio mundo e pensei que poderia lidar com qualquer oponente, enfrentando-o diretamente. Você Gilgamesh deixou o livro de sabedoria para trás de propósito e isso não era parte de minha imaginação, foi então que percebi que você era não uma parte da minha imaginação, mas a própria personificação da minha imaginação ao longo dos anos. De posse desse conhecimento, resta voltar às origens para desfazer o que fiz, pois ainda que eu atravesse as fronteiras do tempo e do espaço não serei capaz de ir muito longe sem o auxilio dos que desprezei e ignorei. Gilgamesh bradou em fúria – NÃO PERMITIREI QUE VOCÊ SAIA DAQUI COM VIDA. O grande guerreiro veio em minha direção e atacou usando a espada mais forte do mundo. Fiquei parado, e a espada atravessou meu corpo sem tocar em um ponto do meu corpo sequer, então disse para Gilgamesh – Gilgamesh eu teria que ser mesmo um inútil para ser cortado pela espada mais forte do mundo. Agradeço pela lição que você me deu, o aprendizado foi de imenso valor, mas de uma coisa tenho certeza. Não posso ser derrotado por você e nem por ninguém neste território, pois atrevo a dizer que hoje sou o Pai da Imaginação, graças ao esforço continuo empregado desde minha encarnação até minha suposta morte no mundo dos humanos. Estava decidido a voltar para a Terra e recomeçar da onde tinha parado. Levantei da minha cripta e segui em frente para resolver algo deixado para trás, certo assunto pendente.
19/02/2011
O Mestre Misterioso
Parte 1 – Entrando no Mundo das Sombras
As portas de todos os mundos se fecharam e a escuridão se espalhou por todos os cantos, ainda sim o invólucro do espaço não era o da mente, por isso os caminhos brilhavam infinitamente nas profundezas das trevas que reinavam. Os iludidos ajoelharam rendidos e entregaram suas vidas, os soberanos do poder encontraram seu caminho sem grandes dificuldades, mas aos poucos foram perdendo suas esperanças e foram derrotados pelo obscuro. Durante essa ocasião, um sábio rapaz trilhou seu caminho e estava à beira de se render, quando ouviu uma voz interior berrar - Seu maldito desgraçado, vai entregar o jogo agora? Não imaginava que fosse tão fraco, seu verme inútil! Era aquela voz interior a qual aprendera ouvir ao longo dos tempos difíceis. Era a outra face do seu poder, seu aliado dos tempos de guerra. Anos de experiência haviam lhe ensinado que não se pode derrotar o lado negro interior, mas que ao invés disso podemos se aliar ao mesmo.
Ficou satisfeito de ouvir a voz da sua metade existencial, entendeu que estava fraquejando e que estava já nos seus limites. Ouvir o seu lado negro se manifestar dessa forma era sinal de que estava perdendo a batalha e que, portanto estava envergonhando cada parte do seu ser, tanto o lado bom quanto o lado ruim que afinal de contas são duas caras da mesma moeda. Estava muito escuro de fato, tinha trilhado muitos caminhos também, mas nenhum destes parecia levá-lo para qualquer lugar, pois todo o universo estava mergulhado na mais tenebrosa escuridão. Sua voz interior pareceu se acalmar um pouco, foi quando percebeu estar no lugar que imaginou que estaria quando fosse morrer. Não havia nada que pudesse fazer por hora, pois dependia da ajuda alheia, e não queria pedir por essa ajuda. Lembrou-se do desafio que tinha proposto a si mesmo caso algum dia fosse parar nesse lugar tenebroso. Tinha absoluta convicção que estaria ali em determinado momento, e julgava ser capaz de se arranjar sozinho como sempre tinha feito em vida. Foi então que a dúvida se diluiu no mar de certezas que subitamente passou a ter. Não era um rapaz de se dar por vencido e tampouco apreciava a idéia de receber ajuda de outra pessoa senão daquele guardião que o acompanhara em seus momentos de glória. Ficou observando o mar de escuridão, contemplando silenciosamente o sofrimento que aquilo tudo havia lhe causado e percebeu que não podia seguir em frente ainda, pois precisava pensar sobre algumas coisas ainda.
O desafio que havia proposto a si mesmo em vida terrena era algo absolutamente fantástico, alguns diriam que era completa loucura. Mas não tinha vontade de seguir em frente por hora e cumprir a meta que havia previamente estabelecido não era simplesmente atender a um desejo do seu ego ou simplesmente provar do que era capaz. O seu intento era gigantesco e não poderia entregar o jogo agora e nem nunca. Finalmente tinha ganhado completa lucidez, o que nestes cantos, diga-se de passagem, é uma tarefa no mínimo extra-ordinária. Fechou os olhos e começou a imaginar o seu mundo com uma força mental sem precedentes. Quando abriu os olhos novamente, a escuridão se desfez em todos os espaços ao seu redor, estava em outro lugar. Sabia que lugar era esse, pois tivera um grande aprendizado ao longo de toda sua existência naquele plano. Não era um rapaz qualquer, tinha um conhecimento formidável e jamais poderia cair dentro de uma própria ilusão ainda mais se a mesma fosse criada por si mesmo. Nunca foi do tipo de dar muito valor aos sentidos, mas tinha percebido a tempo que havia incorrido nesse erro desde o momento que ingressara neste local. Havia ficado alguns dias na passagem obscura e realmente chegou a crer que não haveria saída. Era uma ilusão fantástica, mas seu conhecimento gigantesco jamais deixaria que perdesse a consciência por muito tempo. O importante é que estava agora em um território isolado, produto de sua imaginação e, portanto isento de interferências de todas as ordens. Sempre quis isso durante todos os momentos, mas quando se afastava demais dos outros sempre tinha intenso desejo de ter alguém por perto. Tinha dificuldades de se envolver com o mundo, e por isso estava muito perturbado e sem nenhuma vontade de se encontrar com quem quer que fosse. Questionou-se por um momento se estava adiando o inevitável, mas sabia que dessa vez não era uma questão de simplesmente fugir de seu destino, pois estava determinado a operar nos mundos inferiores de uma forma que lhe agradava. Sua perturbação no mundo terreno o seguiu até o outro lado, já temia que isso fosse ocorrer, mas ainda sim estava determinado a dar prosseguimento à sua obra e de mais ninguém, pois era tudo no que acreditava e não tinha e menor disposição de se associar aos outros movimentos.
Parte 3 – A Dissociação do Mundo Terreno
Quando nascera estava quase sempre só, por um lado isso era benéfico, pois fazia com que aprendesse a se virar, por outro era ruim, pois adquiriu o hábito de criar uma barreira para se afastar dos outros, pois de alguma forma imaginava e acreditava que não precisava dos outros. Acabou provando isso a si mesmo tantas vezes, até que chegou ao ponto de desprezar o que vinha de fora, atingindo o extremo de hiper-valorização exclusiva do que vinha de sua mente. Tinha consciência que estava errado, mas como não tinha vontade de procurar ajuda no outro e também tinha a certeza de estar no caminho certo, permaneceu dessa forma por muito tempo. Todavia, jamais se esqueceu de dar ouvidos ao que não era visível e tinha certeza que havia alguém mais em volta, portanto toda vez que lhe comunicavam, prestava bastante atenção, pois sempre poderia ser um recado do mundo espiritual. Sabia que estava sendo protegido e vigiado por um guardião invisível e pedia sempre por sua proteção nunca se esquecendo de agradecer os espíritos desencarnados ao seu redor. Dito tudo isso, e considerando as maravilhosas obras que tinha feito ainda em vida com o auxilio dos poderosos espíritos de boa vontade, imaginou que este era outro momento que precisaria da ajuda de seu anjo pessoal e, sobretudo de Deus. A sua proposta não era de forma alguma de cunho individual e egoísta, mas sim um trabalho sério e glorioso, que encabeçaria uma nova revolução em todos os mundos vigentes. Formaria assim uma nova ramificação no Universo, onde abriria espaço para todas suas idéias latentes que indubitavelmente iriam interferir no curso de toda evolução do Universo.
Parte 4 – Fundação do Mundo dos Caminhos Luminosos
Começou então a elaborar seu plano, construiu um território sem limites e deu a ele a propriedade de se manifestar na mente de quem tem boas intenções e amor no coração. Logo, vários mestres religiosos e espirituais teriam uma grande surpresa ao acessar esse terreno tão vasto e maravilhoso. Acontece que nunca foi do intento do jovem ter a fama de ter criado o espaço, pois contava com a ajuda dos anjos e de Deus para elaborar seu plano. O espaço novo era agora habitado por elevados espíritos e continha os mais fabulosos segredos arcanos. O jovem mestre ficou contente com esse novo mundo, embora não quisesse mais aparecer em sua forma original, pois não tinha vontade de se reencontrar com todos aqueles com os quais um dia já teve contato. Sua perturbação era aparente aos olhos dos anjos e de Deus, mas ninguém mais era capaz de suspeitar de qualquer coisa. Esse grande mestre atingiu então um patamar extraordinário na escala evolutiva dos espíritos. Tornou-se um dos membros das mais altas hierarquias celestes. Sua lealdade e sua força interior eram quase puramente o reflexo da perfeição absoluta do criador. No entanto ainda tinha um assunto pendente, sua alma parecia perdida, vagando indefinidamente num mundo de fantasias. Apesar disso, continuava a exercer seu cargo importante, pois sem dúvida alguma era uma figura indispensável na hierarquia divina na ajuda para o controle absoluto de um mundo tão peculiar e cheio de mistérios que havia criado.
07/01/2011
A Lei da Atração ou a Força do Amor
Muito obrigado pela vida e suas maravilhas. Sou grato por todas as bênçãos que caem em abundancia sobre minha vida. A minha gratidão não se resume meramente na palavra ou no mero prazer momentâneo, que no momento seguinte desaparece. Sou tão grato que sinto em todo o meu ser o sentimento mais nobre de todos: o amor. Tenho consciência que ter uma atitude positiva é pouco e que sou capaz de muito mais, por isso tenho a pretensão de manipular as teias invisíveis do universo da única forma que convém, através da emanação continua e ininterrupta de maior fluxo de sentimentos e emoções de gratidão e amor para com todas as coisas, além de executar ações que propiciem o mesmo processo nos outros. Esse é o meu passatempo, e assim sendo certamente praticarei esse estilo de vida poderoso diariamente. O fato é que nada é aleatório, mas sim casual (apesar de ter refutado essa teoria previamente). A minha idéia inicial era de que algumas coisas poderiam simplesmente ser sem ter uma causa necessária, porém além de isso não ter sentido, contradiz em cheio o princípio fundamental do Segredo o qual afirma que a lei da atração determina o acontecimento de certas circunstâncias conforme as freqüências de vibração do emissor. Desculpe o linguajar rebuscado, mas isso significa que em determinado momento uma pessoa pode passar por uma situação desagradável e isso possivelmente a levará a um nível de vibração inferior que atrairá mais coisas das quais ela se queixará. Assim como também temos o oposto, um indivíduo passa por uma situação agradável e o seu dia transcorre com uma série de motivos pelos quais ser grato. A questão fundamental, que ficou pelo menos para mim ao me deparar com o tema da lei da atração ou força do amor abordado tanto nos livros “O Segredo” como “O Poder”, foi que temos a escolha de ou acreditar que somos agentes ativos diante do universo, isto é, todos os frutos que colhemos dependem unicamente dos nossos esforços e da nossa atitude (por atitude entenda-se sentir amor e gratidão pelas coisas ao seu redor) ou que somos seres passivos, isto é, as coisas simplesmente acontecem com a gente sem depender da nossa atuação. Também podemos imaginar o meio termo em que algumas coisas acontecem por nossa causa enquanto outras são simplesmente aleatórias. Creio que a maioria das pessoas acredita na teoria de que algumas coisas dependem da gente enquanto outras não. Certamente não é o meu caso, pois tenho a firme convicção de que as coisas dependem única e exclusivamente de nós, isto é, se nos permitirmos entrar numa freqüência inferior certamente estaremos deixando situações e ou acontecimentos negativos entrarem em nossas vidas. Sei que pode parecer absurdo a minha crença, mas vou destrinchar a idéia em mínimos detalhes para que possam compreender meu ponto de vista. Quando digo que as coisas dependem de nós não me refiro ao fato de uma pessoa sozinha fazer um trabalho de uma equipe inteira, também não estou querendo dizer que um indivíduo isoladamente vai, por exemplo, ter sua vontade imposta magicamente sobre outros, isto é, não há sobreposição de vontades, pois pessoas com mesma vibração naturalmente se agrupam, enquanto indivíduos em freqüências distintas são meio que repelidos. Assim sendo, na minha mente, pessoas que mantêm sua freqüência elevada (sendo gratas por cada coisa em sua vida e sentindo a força do amor em cada célula do seu corpo) naturalmente atraem outras pessoas positivas, além de trazer alegria e, possivelmente, ajudar outros indivíduos suscetíveis (pessoas que tem predisposição natural pra elevar seu ser) a elevarem suas freqüências.
A mente humana funciona como uma artista e esculpe o nosso universo numa certa distância do nosso corpo. Nossos pensamentos e sentimentos são impressos tanto no espaço exterior como em cada parte do nosso ser (o corpo, a mente e a alma). Isso significa que pensamentos e sentimentos negativos afetam nosso organismo prejudicando até mesmo as funções orgânicas vitais se assim permitirmos. Sentimentos e emoções afetam, por exemplo, (provado nos experimentos científicos) as conformações da água. Vibrações de baixa freqüência induzem um formato específico das moléculas de água, enquanto vibrações de alta freqüência estimulam outra disposição das moléculas de água. Nosso organismo é constituído principalmente de água, o que significa que estamos afetando nosso organismo através desse condutor por meio dos sentimentos e emoções, que predominam em nossa mente. Isso considerando só a água, mas outros fatores interferem na perpetuação de um estado coordenado.
A lei da atração é um campo vasto de idéias e dela podemos tirar muitas conclusões. Uma delas é que aquilo que vai também volta, ou seja, se você for agressivo, mal educado ou grosso com alguém, certamente outras pessoas irão assumir a mesma postura com você. Observe que eu falei no plural, pois sua atitude negativa pode se agravar e no final você irá receber todo mal que semeou. Por isso mais de uma pessoa poderá voltar a ser rude com você. Dessa forma, é preciso se cuidar pra não desrespeitar a outra pessoa e para isso basta se colocar no lugar do outro. Como dizia um grande mestre: Não critique, não condene e não se queixe. Isso obviamente não significa que você não possa corrigir alguém que esteja errado contanto que seja sutil. A maioria dos seres humanos tem suas emoções e sentimentos desgovernados, o que significa que ficarão ofendidos facilmente caso você tente impor sua idéia, o que afinal de contas já é um erro. Nunca devemos impor nada a ninguém, pois ninguém gosta de estar errado e tentar mostrar que a pessoa está errada poderá ser uma tarefa frustrante que somente causará estresse e desentendimento entre as partes. Agora talvez você se pergunte o que isso tudo tem a ver com a lei da atração. Aonde eu quero chegar é que aqueles que agem conforme a lei da atração, isto é, por intermédio da força do amor, nunca tem o interesse de mostrar que está certo e o outro errado, essas pessoas sabem que negar o outro é não dar amor. Talvez você fique pensando então o que eles fazem? Calam-se? Meu querido leitor veja bem, pois há várias maneira de incutir uma idéia em alguém, e certamente a melhor estratégia é induzir a pessoa a chegar à sua conclusão de preferência fazendo parecer que ela chegou até ali sozinha. Uma discussão calorosa não apenas esquenta os ânimos como faz o ouvinte se sentir agredido o que automaticamente irá colocá-lo em posição de defesa. Dessa forma, a pessoa com a qual você fala irá se demonstrar menos disposta a ouvi-lo e a aceitar suas palavras e mesmo que você convença a pessoa, dessa maneira forçada não terá valido a pena, pois você não só passou por cima da idéia dela como também não foi paciente ao ponto de agir de forma mais polida. Resumindo esse bloco, creio que ser sutil e tentar convencer o outro sem jamais negar sua palavra é a forma mais eficiente de se transmitir uma idéia e permitir que outras pessoas a comprem. Agindo através da força do amor, a pessoa percebe que tem a escolha de agir de forma inteligente ou precipitada. Dessa forma, você passa a tratar o outro como gostaria de ser tratado e por isso passa a mensagem ao universo que você quer ser tratado com respeito, isto é, ser escutado com paciência e ter sua idéia expressa sem nenhuma restrição por mais absurda que ela seja. Está bem, acho que fugi da idéia inicial, mas o que podemos tirar é que cada pessoa em si é um universo em particular e suas ações podem afetar os indivíduos ao redor, sendo que atitudes negativas têm maior poder naqueles indivíduos com sentimentos e emoções mais desenfreados, ao passo que sentimentos e emoções positivos podem contribuir para elevar a freqüência das pessoas ao redor. Todas as vibrações positivas de alegria, carinho, gentileza, paciência, atenção e cuidados derivam da força do amor, enquanto vibrações inferiores do ódio, da raiva, do rancor, da tristeza, da depressão, do ciúme, da inveja dentre outros derivam da falta de amor.
Sei que minha idéia não é de se comprar tão facilmente, por isso vou abordar um pouco do processo na prática. Vamos supor que você acorde de manhã e descubra que perdeu a hora, isso poderá ter diversos efeitos no indivíduo e na maioria dos casos a pessoa fica preocupada e se estressa por causa disso. O resultado é que você perde a paciência no trânsito, tem vários imprevistos contribuindo para que sua experiência seja mais frustrante, pois você já entrou numa vibração desordenada e o universo estará enviando circunstâncias, que apenas reforçam e confirmam seu desespero. Agora vamos supor que você seja o mestre da sua vida, um cara muito tranqüilo e vamos rever o que acontece nesse caso. Você acorda e se depara com seu relógio e vê que está atrasado, simplesmente agradece por não estar muito atrasado e decide adiar o café da manhã pra não perder mais tempo, executa seus rituais matinais normais e sem pressa vai ao seu destino agradecendo por na ter acordado muito tarde e sentindo gratidão e amor por todas as coisas ao seu redor. É claro que em determinado momento você se pergunta por que você perdeu a hora e a resposta vem, pois quando sua pergunta é feita ela sempre será atendida pelo universo como se fosse uma ordem, mas é preciso prestar muita atenção, pois a resposta pode vir das mais variadas formas. Dando prosseguimento a esse raciocínio, vamos supor que a pessoa tinha que estar numa determinada reunião muito importante e atrasa uns 30 minutos. Haverá a possibilidade de a reunião nem ter sido iniciada devido a não chegada de uma pessoa que precisa estar presente a fim de que haja a discussão, há ainda a possibilidade de essa reunião ter sido cancelada e, por exemplo, você não ter checado a notificação no e-mail ou ainda vamos supor que você chegue lá e a reunião esteja em andamento, você simplesmente entrará e pedirá desculpas pelo atraso, pois teve um imprevisto. Agora aqui está um ponto interessante, se você trata os outros como gostaria de ser tratado, certamente ninguém irá querer tirar satisfação sobre o motivo de seu atraso mesmo por que esse não é nem mesmo o foco da reunião. A única pessoa a quem você precisaria se justificar é o seu superior, pois o mesmo merece uma explicação, mas novamente é provável que o mesmo não o condene por isso, pois você ao seguir uma conduta positiva não estará atraindo aquilo pra você e se você receber um chamado de atenção isso será positivo, pois é uma advertência a qual você deverá respeitar dali pra frente, tomando medidas e precauções em sua vida a fim de evitar que o mesmo desfecho ocorra. Essa atitude de superação é típica dos seguidores da lei da atração, também conhecida como força do amor. Seguir o coração não é se submeter aos impulsos imediatos, agir de forma precipitada, ou deixar ser conduzido no modo automático. Seguir o coração é o caminho do sucesso absoluto, é a estrada das idéias que levam rumo à convicção do crescimento, à confiança inabalável, à percepção de que sempre podemos aprender um pouco mais e contribuir cada dia na construção de um mundo mais pacífico e harmonioso. A força do amor se manifesta conforme desejarmos, e podemos expressá-la através dos sentimentos de gratidão e amor para com todas as coisas que apreciamos ao nosso redor e durante esse processo é de suma importância não nos atermos naquilo que não desejamos, pois assim estaremos dando força a algo que efetivamente não desejamos em nossas vidas.
É preciso ter foco nas coisas maravilhosas ao nosso redor que contribuem para que tenhamos a alegria de viver. Experimentem sentir-se verdadeiramente e profundamente grato pelas coisas em sua volta, mesmo as pequenas. Tente todo dia começar, logo antes de sair da cama, imaginando e sentindo como se o dia a sua frente fosse ser maravilhoso e sinta como se isso estivesse acontecendo e você invariavelmente estará atraindo isso em sua vida. Sinta gratidão por sua saúde, se sinta jovem e saudável, sinta amor para com as pessoas com que cruza em seu dia a dia e deixe de se ater em pensamentos negativos sobre os outros, desapegue-se dos detalhes, simplesmente não dê valor para aquela fila, para aquele trânsito e aproveite este momento para sentir-se bem, escute música. Se não conseguir pensar em nada positivo sobre quem está próximo, simplesmente deixe de pensar nele e ame e seja grato por qualquer coisa que lhe agrade e esteja por perto.
A vida é aquilo que você determinou para ela ser, e com isso quero dizer que se você imagina que a vida é sofrimento, é exatamente isso que você terá. Não estou menosprezando as pessoas que vivem em condições terríveis, e também não tenho a menor intenção de condenar essas pessoas que vivem em situações precárias simplesmente dizendo que elas são responsáveis por estarem onde estão, pois isso seria uma grande hipocrisia. A lei da atração não rotula um culpado, ela simplesmente atende ao pedido quando um indivíduo está apto a receber aquilo que o universo já tem pronto. Aqui entra mais um ponto interessante da lei da atração, justamente que para o universo tudo é muito simples e rápido. O mero fato de ter imaginado algo cobiçado cria automaticamente caminhos os quais o levarão a obter o seu desejo, ao seguir determinados sinais emitidos pelo universo.
Sempre estive buscando idéias novas e maneiras positivas de se encarar o dia a dia nos livros de auto-ajuda. Sei que muitos condenam esse tipo de leitura e o repudiam com todas as forças. Isso é um dos motivos desse tipo de produção ter crescido de forma avassaladora. Na medida em que alguém rejeita algo com todas as forças, dá ao mesmo tempo forças para que aquilo cresça e prospere muito. Sou dessa forma imensamente grato pelos que apreciam a leitura desse tipo de livro assim como também agradeço calorosamente aos que a rejeitam de forma intensa, pois é graças a essas pessoas que eu tenho minha inspiração de escrever esse texto e expressar a idéia fundamental que sustenta todo o meu ser. Aproveitando a deixa, quero só deixar um pensamento que me surgiu – Cuidado ao julgar o todo, pois assim se estará sempre esquecendo a parte, e por mais que o todo possa se demonstrar inútil, a parte poderá ser gigantesca, e se você algum descobrir que a parte é muito maior que o todo, parabéns você terá chegado perto da minha idéia.
Já li vários grandes autores sobre desenvolvimento pessoal e suas idéias me inspiraram muito de tal forma que eu nunca serei a mesma pessoa que eu lamentavelmente era, mas é claro que sempre existiu dentro de mim uma convicção inabalável a qual precisava de asas para se apresentar, pois era só um mero esboço de algo que agora posso dizer ser um conhecimento fantástico, que se apresenta de forma brilhante diante dos meus olhos. Não tenho a menor pretensão de julgar errado o pensamento que contradiz o meu. Estou meramente tentando descrever um fato interessante e muito conhecido, que é exatamente o das pessoas sempre procurarem fazer o seu melhor. Sinto cada dia que estou mais perto de alcançar isso, pois ao explorar os recônditos do meu ser, utilizando os conhecimentos adquiridos na minha experiência e especialmente com os livros, estou moldando a minha essência ao passo que contribuo para com que você meu leitor também possa assimilar algumas das minhas crenças se elas lhe trouxerem algo de positivo.
Poderia me estender aqui eternamente discutindo sobre as maravilhas do aprendizado, do pensamento com sentimento positivo e sobre a importância de buscarmos viver a vida na Terra como se estivéssemos no próprio Céu, mas acho que já deixei claro muitos dos meus pontos e creio ser mais interessante terminar esse texto com uma citação - de Sidharta Gautama, o Buda - a qual sintetiza maravilhosamente a idéia central do meu texto: “Se um homem falar ou agir com má intenção, a dor o seguirá. Se um homem falar ou agir com o pensamento puro, a felicidade o seguirá como uma sombra que jamais o deixa”.
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