26/03/2011

O Mestre Misterioso

Parte 5 – Fundação do Fantástico Território da Fantasia

E, como se houvesse aprendido um novo segredo do universo, teve uma idéia fantástica. O seu mundo dos caminhos luminosos era um gigante mistério para todos, mas nada demais diante de seus olhos, por isso resolveu adentrar nos recônditos do seu mais poderoso mundo. Suas fantasias não passavam de exacerbação da imaginação até aquele dado momento, mas a partir de então materializou as portas para o seu multiverso particular. Entenda-se por multiverso, um intrincado conjunto de universos simultâneos e interconectados com todos os mundos visíveis e invisíveis. A princípio era uma porta imaginária a qual lhe concedia acesso aos mais elevados ou profundos locais do universo. Estava planejando aperfeiçoar o seu mundo particular, ou seja, um território no mundo espiritual ao qual ninguém teria acesso a não ser com sua permissão. Sua mente sempre fervilhou de idéias, e logo que começou a forjar seu universo, conseguiu criar um novo paradigma. Apesar de ser o criador de todas as coisas em volta não podia conhecer o que ia muito alem e nem o passado. Dessa forma, seu universo era verdadeiramente aleatório e o desenrolar dos acontecimentos dependia da imaginação do criador. Dentro do seu mundo, qualquer ser automaticamente estava sujeito às regras do seu espaço, portanto ninguém teria privilégios ou auxilio.
Era um mundo no qual se experimentava as situações desencadeadas pela imaginação. Sendo um universo particular à parte de todos os outros, o usuário deste espaço se encontraria invariavelmente imune à morte. No mundo do misterioso mestre não havia morte, mas sempre existia a possibilidade de ser expulso do espaço devido à violação séria de regras. Todos esses detalhes ainda precisariam ser trabalhados, pois o mestre misterioso ainda estava interessado em permanecer em absoluta reclusão.

Parte 6 – Enfrentando o Maior Inimigo, Ganhando o Maior Aliado

Sempre tivera a intenção em vida de provar que nada era impossível, mesmo a própria impossibilidade, haja vista que dentro de certas limitações não se pode esperar que algo se opere misteriosamente por intermédio de um meio externo, ou seja, tudo é possível quando se faz presença de espírito e intenção poderosa. Assim sendo não era uma vontade absoluta de negar o sentido de impossível, mas sim de enxugar os pormenores ao redor do termo. Quando entrou pela primeira vez em seu mundo particular, viu um dragão gigantesco, aparentemente grande demais pra ser domado ou destruído. Imaginou que como estava no seu mundo, precisava seguir suas regras por mais que adiante cogitasse obter o segredo do mesmo. Não que tivesse outra escolha, pois estando nesse território perdia o poder de prever o futuro e burlava a morte em todos os seus sentidos. Sabia que teria um caminho infinitamente gigantesco pela frente, mas como gostava de dizer diante de situações complicadas: Nada é impossível, nem mesmo atravessar o infinito, alcançar o seu fim hipotético, e depois voltar.
Tirou a espada de sua bainha e partiu pra cima da fera gigantesca. Deu dois cortes com toda sua força, que aparentemente só fizeram cócegas no dragão colossal. O animal soltou uma bola de fogo imensa que me fez cair destruído no chão. Não tinha morrido é obvio, mas naquele instante seria expulso do meu universo caso desistisse. Tinha sido derrotado pelo oponente, mas usei de uma técnica milenar pra reanimar meu corpo – o famoso Last Resort. Uma chama dourada percorreu ao redor do meu perímetro exatamente da forma que imaginei. Todos os meus status dobraram e depois triplicaram. Cruzei meus braços na frente do meu peito, e luzes poderosas passaram a emanar das minhas mãos. Era minha primeira manipulação dos poderosos elementais Salamandra e Ondina. A coloração era azul da mão direita que cruzava o peito para esquerda simbolizando o poder da água. A mão esquerda cruzava na frente da direta para a direita e desta emanava uma luz vermelha simbolizando o fogo. Comecei a levitar e gradativamente novas luzes brotavam dos meus pés, do direito uma luz verde simbolizando os ventos (elemental sílfides) e do pé esquerdo saia uma luz amarela, simbolizando o poder da terra (elemental gnomo). Novamente meus status dobraram e depois triplicaram. Então materializei duas barreiras intransponíveis ao redor de todo meu perímetro. Foi então que o dragão começou a cuspir uma coluna de fogo que parecia jamais ter fim, só que a lava que saia da sua boca não conseguia ultrapassar minhas poderosas barreiras. Depois de muito tempo a fera colossal parou de atacar e então percebi que era meu turno. Ataquei com um sabre de luz, ataques devastadores que surtiram um efeito gigantesco no dragão, o mesmo cambaleou para trás e caiu com grande estrepito. Nesse momento, parei de manipular os elementais, escalei até os céus, andando pelo ar e pulei como se tivesse sido chamado por uma força maior. O dragão sumira e assumira a forma de um pássaro maravilhoso de penas incandescentes e passou por baixo de mim, como se estivesse me aceitando como seu aliado.

Parte 7 – O Espadachim da Armadura de Tungstênio

Compreendi que o dragão era a metáfora da minha vida, a representação de que o maior inimigo do homem sempre é o seu próprio reflexo e nada mais. Aquela criatura era um alerta para jamais esquecer o perigo que é perder de vista o maior obstáculo que se pode por em nosso caminho. Era o tipo de coisa com a qual já estava habituado, de certa forma tão habituado com a idéia ao ponto de se afastar de todo o universo para simplesmente refletir sobre o fato, incansavelmente, jamais se rendendo às fraquezas inerentes da condição supostamente imposta, por isso entenda-se, a idéia do sofrimento permeando quase que constantemente o imaginário do inconsciente coletivo. Pensei por alguns momentos, que a idéia de enfrentar o meu maior inimigo logo ao adentrar o meu universo era algo bastante consolador, no entanto depois ficou claro que isso era um ledo engano. Podia contar agora com o auxilio do dragão na minha jornada, pois uma vez sendo derrotado por mim, automaticamente se tornava meu aliado, não que o mais forte subjugasse o mais fraco. Na verdade, o dragão meramente respeitava meus talentos e por isso tinha vontade de me seguir ao longo do caminho. Andei mais um bocado, e cheguei num deserto enorme, estava morrendo de sede. Não tinha parado pra pensar onde conseguiria os suprimentos necessários pra minha subsistência, mas tentei pedir ajuda ao meu dragão. O mesmo ofereceu levar-me para algum lugar. Subi nas suas asas e pouco tempo depois estava sobre uma lagoa límpida de água doce. Sorvi daquele liquido maravilhoso, que agora enchia o meu ser da energia que me era escassa. A água então sumiu como num truque maravilhoso, fenomenal e sem explicação dentro da lógica humana. Uma esfera verde se materializou e de dentro dessa luz surgiu um espadachim com vestes de carbeto de tungstênio. Imaginei que não se tratava necessariamente de um inimigo, pois porque assim haveria de ser? Uma figura em forma de sombra se materializou do meu lado direito e disse em tom fantasmagórico – Esse indubitavelmente é o seu universo meu caro mestre, mas não se esqueça que todos aqueles os quais se manifestarem através de esferas de luz serão seus oponentes imediatos. Estarei a sua disposição sempre que confrontar com inimigos poderosos e lhe fornecerei dados uteis a cerca do seu adversário, mas ainda sim nunca se esqueça meu senhor, tu serás o responsável pelo desfecho de cada confronto. Sou meramente a personificação da sua mente obscura e como tal lhe concederei imenso poder, contanto que jamais se esqueça de trabalhar comigo.
Dito isso compreendi um dos pilares do meu universo, o confronto com oponentes os quais imaginasse invencíveis. Então pedi pelo auxilio da minha sombra, que não era senão uma extensão do meu ser, que anteriormente nunca houvera prestado atenção. Pronunciou em tom categórico, como se proferisse a mais pura verdade – Seu adversário usa uma armadura que é indestrutível a ataques físicos, possui defesa absoluta contra magia. Sua velocidade é gigantesca e seu poder é enorme, você sequer será capaz de tocá-lo.
Dito isso, perguntei para ele – Como você pode ter tanta certeza? Rapidamente respondeu que era uma parte do meu ser e como tal tinha a capacidade de vislumbrar todos os meus poderes e suas extensões. Não aceitei isso de forma alguma. Argumentei que nos mundos anteriores por mais que algo pudesse se demonstrar impossível, sempre haveria uma solução para um obstáculo, independente do quão inacreditável parecesse.
Agradeci pelo auxilio da minha sombra, mas mandei que fosse embora, pois estava interessado em engajar na batalha imediatamente. Sai em disparada sobre o cavalheiro da armadura espetacular. Antes que pudesse cogitar atacá-lo seu semblante sumiu completamente tal como uma miragem no deserto se desfaz quando nos aproximamos dela. Cheguei ao ponto de pensar que se tratava de uma ilusão, mas pouco tempo depois vi que meu adversário estava do meu lado, acertou-me com sua espada, arremessando-me vários metros de distancia. Foi antão que percebi o tamanho do meu oponente.
Repeti minha técnica fantástica, Last Resort e em poucos segundos formas de energia exuberantes e brotavam dos meus membros e em pouco tempo formava uma barreira teoricamente intransponível ao redor do meu corpo. Combinei o poder dos quatro elementos, originando um quinto extremamente poderoso o qual lancei com grande força sobre o espadachim misterioso. O cavalheiro não se desviou da energia, simplesmente recebeu todo seu impacto no peito. Não conseguia acreditar que todo aquele poder sequer tinha sido capaz de deslocar o meu adversário por um milímetro. O cavaleiro da armadura misteriosa então rio histericamente e bradou com energia – Eu sou o grande mestre Gilgamesh, minha força é superior à de cem homens jovem, não será capaz de me derrotar.
Entendi que estava enfrentando o lendário Gilgamesh e percebi que esse adversário era mais forte que minha própria sombra. Era uma batalha tecnicamente impossível, precisava raciocinar rapidamente. Tinha a crença absoluta por um lado que jamais poderia derrotar minha sombra, mas se meu adversário era mais forte que minha escuridão interior, isso significava que não tinha como vencê-lo?  Estava começando a compreender uma nova lição que não fora assimilada ainda em vida. Não podia derrotar minha sombra porque ela era parte do meu ser e como tal tinha um papel preponderante durante meu crescimento, que era justamente de guiar meus paços, jamais deixando que cedesse ao fracasso. Tudo que tinha de fazer era reconhecer a presença da minha sombra e trabalhar com ela para ficar mais forte. Se abandonasse a sombra no meio do caminho iria lamentavelmente falhar, primeiro por não dar ouvidos a uma das minhas verdades e segundo por taxar de ruim algo que era próprio, mas negado como se fosse vergonhoso possuir. Confesso que o entendimento dessas palavras requer uma grande experiência para perfeita compreensão. Julguei a principio que o maior inimigo do homem era seu próprio reflexo, mas tinha incorrido num grande erro. Foi ai que percebi a tempo que todos os humanos têm como oponentes seus próprios reflexos, e por isso na verdade o maior inimigo do homem passava a ser o reflexo dos homens e não o próprio, pois uma coisa é certa o nosso reflexo nós podemos compreender e desvendar suas nuances já o reflexo dos outros é sempre algo misterioso aos nossos lhos. Eram lições valiosas e chegavam a minha mente como balas de canhão.
Refleti tudo isso e percebi que Gilgamesh era sim reflexo da minha imaginação só que com elementos adicionais, os quais faziam toda diferença, pois não podia derrotar esse guerreiro da forma em que estava acostumado. Desfiz o Last Resort com a mesma velocidade em que o produzi. As chamas coloridas pararam de brotar dos meus membros e voltei ao solo como de costume. Chamei minha sombra e disse pra ela em tom categórico – Criarei uma nova arte e com ela despedaçarei Gilgamesh, pois sou o grande mestre, masterbrum o gigantesco. Minha sombra assentiu em silencio, era como se aprovasse minha coragem e disposição.
Rapidamente materializei um bloco de energia densa no ar, desmontei um pedaço e o enfiei no solo logo atrás de mim, formando uma espécie de parede resistente a impactos. Com o resto da energia, puxei o núcleo denso da fonte de luz várias vezes até que uma arma se produzisse. Apontei para o espadachim e apertei o gatilho. Da minha arma saiu um poderoso projétil que explodiu ao entrar em contato com o tungstênio da armadura do espadachim e a pressão gerada pelo tiro me arremessou contra a parede que havia previamente criado. Foi um ataque espetacular, mas não era suficiente para destruir Gilgamesh. Depois materializei duas espadas de energia densa, brilhavam como a armadura do meu adversário. Ao longo da vida sempre contemplara os metais e suas propriedades, e agora estava forjando um novo tipo de arma, uma a qual só poderia imaginar quando em vida, mas jamais criar. Avancei em linha reta, a princípio o meu oponente conseguiu desvencilhar dos primeiros golpes, mas à medida que continuava atacando, minha velocidade ia aumentando drasticamente e os ataques ficavam muito fortes. Já estava começando a acertá-lo em cheio e quando dei o ultimo ataque, sua armadura se desintegrou em milhões de pedaços. Os impactos da energia da minha espada disseminaram por toda sua armadura e o ultimo golpe extremamente forte serviu para acionar uma espécie de cadeia de explosão em seqüência. Gilgamesh mirou no horizonte estupefato e disse de forma impressionada – Já travei centenas de batalhas, nunca fui derrotado e durante mais de cem mil anos ninguém sequer foi capaz de imprimir um arranhão na minha armadura de tungstênio, você é um guerreiro virtuoso. Nunca me esquecerei dessa batalha.  Você tem o meu respeito. E seu semblante desapareceu no ar. Onde Gilgamesh estava jazia agora um livro negro. Peguei o livro e na capa dizia, aqui jazem os segredos dos princípios – Vol 22: A superação da sombra alheia, o caminho dos sagazes.

Parte 8 – O Livro Deixado para Trás

Estava sozinho novamente, e aproveitei pra ler todo o conteúdo deste livro misterioso. Havia muita coisa, mas algumas idéias chaves saltavam aos olhos, entre os fragmentos chaves destaquei. “O mundo interior é um espaço infinito, mas não se esqueça que o universo é formado pelo conjunto de mundos interiores. Sendo que cada pessoa pode ter diversas percepções da realidade. Portanto trabalhe bem seu universo interior para poder vislumbrar o gigantesco universo alheio à sua mente.”, “O mundo interior contem a chave de todos os segredos. Os segredos escapam aos sentidos e não podem ser percebidos se não por um verdadeiro sábio, ou seja, por aquele que busca na simplicidade a resposta para a suposta complexidade, que permeia o inconsciente coletivo.” e “O gigantesco só pode ser visto pelos olhos treinados. A superestimação das circunstâncias que envolvem a própria realidade nada mais é que o fracasso e falta de percepção do universo ao redor. Todos têm suas escolhas e oportunidades e cada um deverá acatar com suas decisões, sendo que menosprezar o fardo alheio e valorizar suas próprias chagas não só é tolice, mas às vezes digno de pena.” 

Parte 9 – O Ensinamento do Lendário Gilgamesh

Foi então que surgiu Gilgamesh reapareceu. Ao vê-lo novamente em tão curto intervalo de tempo perguntei se já havia esquecido a derrota que sofrera poucos momentos atrás. Gilgamesh disse que o tempo era ilusão dos homens assim como o espaço. Não entendi nada e desafiei o valente guerreiro a um combate. Dessa vez, Gilgamesh estava sem armadura, mas não pareceu ter a menor intenção de se desviar do meu golpe. Acertei-o com um impacto tremendo, mas o meu oponente não se mexeu sequer um milímetro e fui inclusive empurrado para trás com a mesma força que apliquei.
Gilgamesh riu alto e mencionou de forma sarcástica uma das leis da física – Ação e reação garoto, você conhece? Nunca nem em minha imaginação poderia esperar este tipo de defesa, era incrivelmente fantástico. Gilgamesh propôs então algo que era incapaz de entender no momento – Garoto, eu proponho o seguinte, darei a ti a espada mais forte do universo e tu irá me atacar com ela. Assim não terei chances de me defender e você irá alcançar seu objetivo. Aceitei sua proposta embora desconfiasse tremendamente de sua extrema generosidade. Gilgamesh então chamou seu fiel amigo Enkidu o qual trouxe para mim uma espada negra, de uma cor fascinante e que emanava uma energia fantástica. Fiquei estupefato com a perfeição daquela arma e quando a peguei imaginei comigo que agora era invencível e que Gilgamesh tinha cometido seu maior erro ao me dar sua arma mais poderosa.
Foi na direção do meu adversário e ataquei-o diretamente. Não compreendi o que se seguiu, Gilgamesh segurou a lamina da minha espada com a mão espalmada. Pensei comigo que talvez a espada tivesse algum encantamento ou propriedade que impedisse que eu executasse meu ataque ou ainda que a espada apesar de emanar energia não era lá tão forte. Durante esta breve reflexão, Gilgamesh interrompeu minha linha de raciocínio e começou a falar. – Garoto eu teria que ser mesmo um inútil para ser cortado pela espada mais forte do mundo. Você lembra-se do nosso primeiro encontro? Você realmente acredita que venceu aquela batalha? Vou te dizer uma coisa, essa é a espada mais forte do mundo, pois o único que pode quebrá-la sou eu, e como não tenho interesse de fazer isso fica valendo o que disse. Agora se a espada mais forte do mundo não pode me derrubar, isso implica que ou minha força se iguala à da espada ou eu sou mais forte. Mas para todos os efeitos garoto se você realmente quer ganhar esta luta, perceba que pelo menos a força da espada o separa de uma vitória. Agora considerando que você usa sua força e mais a da espada e ainda sim não tem êxito, diria que suas chances de sucesso são ínfimas não por causa das nossas diferenças de poder, mas por outro motivo não aparente. Vou lhe dizer uma coisa que um dia possa vir a ser útil em suas aventuras – O fundamental é imperceptível aos sentidos. Esse é o lema dos maiores guerreiros, entenda seu significado oculto e você se tornará um gigantesco, mesmo os ditos deuses imortais não serão páreo para você… Agora tenho que ir, mas quando e se um dia você captar o sentido por detrás do meu segredo, eu estarei esperando para uma batalha. E sumiu no ar como uma miragem no deserto.

Parte 10 – O Aprendizado Supremo e o Caminho Oculto Revelado

Era hora de seguir em frente. Mas subitamente lembrou-se de tudo aquilo que havia deixado para trás, e isso o incomodou, pois estava dissociado de todo o resto do universo.  Era aquela estranha sensação que o perturbara vários anos atrás. Apesar de tudo não estava interessado em rever ninguém, mas por outro lado tinha vontade de sair por aí descobrindo os mistérios do seu território. Era um espaço vasto repleto de imaginações férteis e criativas. O segredo por detrás das palavras de Gilgamesh, na verdade, era algo trivial para mim. Sempre soube o significado delas, mas por força do destino sempre esquecia e tinha que ficar lembrando a informação. Sabe quando dizem uma coisa fantástica e você impressionado esquece o que foi dito? Talvez não, mas em todo caso deixe lhe explicar. O segredo preservado ao longo das gerações é a lei da atração, que, resumidamente, prega que de acordo com suas vibrações energéticas você irá atrais em sua vida determinadas circunstâncias cada vez com mais força. Acreditei nisso, pois era agradável e razoável, e de certa forma funcionava todas as vezes. O problema é que inadvertidamente acabei acentuando e dando ênfase a minha natureza soturna e reservada e cada vez mais me via afastado de tudo e de todos até que chegou num ponto decisivo, estava muito longe, mas queria estar por perto, porém se ficasse perto ainda me sentiria longe e de certa forma não seria eu mesmo. Era muito confuso, então o tempo passou rapidamente e a minha vida, pelo menos no plano terrestre acabou. Foi uma jornada muito proveitosa, tinha aprendido muito, mas o pior de tudo é que ainda estava fora de mim, e acabei inadvertidamente levando assuntos pendentes para o outro lado. Os grandes feitos mencionados anteriormente não pareciam surtir nenhum efeito em minha alma, estava aos pedaços e pensava que poderia me reconstruir ao reconstruir aqueles ao meu redor. Tolice a minha, pois somente um homem disposto a se erguer será capaz de se levantar e superar o ultimo obstáculo, o mais obscuro de todos. Não que todos tenham um obstáculo comum, mas cada um certamente precisa algum dia enfrentar seus demônios, ou seja, seus maiores desafios, aqueles que os levarão a um conhecimento profundo da natureza e a uma conseqüente evolução dentro da hierarquia do universo. Chamei então Gilgamesh, o momento era decisivo. Eis que o lendário guerreiro surgiu como um relâmpago no meio de uma tempestade repentina. O guerreiro então perguntou – E então, está pronto?  Encarei meu oponente e falei – Não é a resistência de uma armadura que define a defesa de uma pessoa, não é uma espada que define o seu poder de ataque, não são as palavras que definem o desfecho de uma batalha. Somente quando se sabe o que se procura de verdade é que se acha de fato o fundamental. Não procuro a separação do mundo, embora tenha sempre caminhado nessa direção ao longo do tempo, sempre evitando o resto do mundo e fazendo as coisas da minha maneira.  Reconheço que supervalorizei os sentidos, a matéria e todas as coisas que regem o mundo físico. Acabei esquecendo o mais importante que é fazer a diferença no mundo das idéias, sendo uma pessoa mais justa, bondosa, amável e prestativa. Não incorrerei nesse erro novamente e ainda que tenha tido que aprender essa lição a duras penas, eu retornarei ao mundo a que pertencia para atar as duas pontas e poder seguir em frente.
Gilgamesh falou – Mas como você irá fazer isso? Seu tempo no mundo terrestre já acabou e não há mais como retornar! Foi então que eu pronunciei a verdade guardada no coração, uma das partes que compunha a essência do meu ser. – Isso não é problema, nunca o foi de fato. Desde o momento da criação deste meu universo particular, estive analisando atentamente cada acontecimento a fim de aprender o propósito de tudo isso. Em principio criei esse espaço para fugir dos outros universos pré-existentes, foi uma tentativa fútil de resistir ao inevitável re-encontro com os seres das outras esferas. Minha escuridão se revelou desde o momento que pisei no meu novo mundo, alertando sobre as regras do meu mundo. A fim de tornar as coisas mais agradáveis, imaginei um espaço que não era previsível de tal forma que pudesse me distrair ao longo dos tempos. Enfrentei o dragão, metáfora da minha personalidade e logo depois o encontrei. Imaginei que tinha derrotado você, mas foi um equivoco grande. Subestimei o meu próprio mundo e pensei que poderia lidar com qualquer oponente, enfrentando-o diretamente. Você Gilgamesh deixou o livro de sabedoria para trás de propósito e isso não era parte de minha imaginação, foi então que percebi que você era não uma parte da minha imaginação, mas a própria personificação da minha imaginação ao longo dos anos. De posse desse conhecimento, resta voltar às origens para desfazer o que fiz, pois ainda que eu atravesse as fronteiras do tempo e do espaço não serei capaz de ir muito longe sem o auxilio dos que desprezei e ignorei. Gilgamesh bradou em fúria – NÃO PERMITIREI QUE VOCÊ SAIA DAQUI COM VIDA. O grande guerreiro veio em minha direção e atacou usando a espada mais forte do mundo. Fiquei parado, e a espada atravessou meu corpo sem tocar em um ponto do meu corpo sequer, então disse para Gilgamesh – Gilgamesh eu teria que ser mesmo um inútil para ser cortado pela espada mais forte do mundo. Agradeço pela lição que você me deu, o aprendizado foi de imenso valor, mas de uma coisa tenho certeza. Não posso ser derrotado por você e nem por ninguém neste território, pois atrevo a dizer que hoje sou o Pai da Imaginação, graças ao esforço continuo empregado desde minha encarnação até minha suposta morte no mundo dos humanos. Estava decidido a voltar para a Terra e recomeçar da onde tinha parado. Levantei da minha cripta e segui em frente para resolver algo deixado para trás, certo assunto pendente.

19/02/2011

O Mestre Misterioso


Parte 1 – Entrando no Mundo das Sombras

As portas de todos os mundos se fecharam e a escuridão se espalhou por todos os cantos, ainda sim o invólucro do espaço não era o da mente, por isso os caminhos brilhavam infinitamente nas profundezas das trevas que reinavam. Os iludidos ajoelharam rendidos e entregaram suas vidas, os soberanos do poder encontraram seu caminho sem grandes dificuldades, mas aos poucos foram perdendo suas esperanças e foram derrotados pelo obscuro. Durante essa ocasião, um sábio rapaz trilhou seu caminho e estava à beira de se render, quando ouviu uma voz interior berrar - Seu maldito desgraçado, vai entregar o jogo agora? Não imaginava que fosse tão fraco, seu verme inútil! Era aquela voz interior a qual aprendera ouvir ao longo dos tempos difíceis. Era a outra face do seu poder, seu aliado dos tempos de guerra. Anos de experiência haviam lhe ensinado que não se pode derrotar o lado negro interior, mas que ao invés disso podemos se aliar ao mesmo.
Ficou satisfeito de ouvir a voz da sua metade existencial, entendeu que estava fraquejando e que estava já nos seus limites. Ouvir o seu lado negro se manifestar dessa forma era sinal de que estava perdendo a batalha e que, portanto estava envergonhando cada parte do seu ser, tanto o lado bom quanto o lado ruim que afinal de contas são duas caras da mesma moeda. Estava muito escuro de fato, tinha trilhado muitos caminhos também, mas nenhum destes parecia levá-lo para qualquer lugar, pois todo o universo estava mergulhado na mais tenebrosa escuridão. Sua voz interior pareceu se acalmar um pouco, foi quando percebeu estar no lugar que imaginou que estaria quando fosse morrer. Não havia nada que pudesse fazer por hora, pois dependia da ajuda alheia, e não queria pedir por essa ajuda. Lembrou-se do desafio que tinha proposto a si mesmo caso algum dia fosse parar nesse lugar tenebroso. Tinha absoluta convicção que estaria ali em determinado momento, e julgava ser capaz de se arranjar sozinho como sempre tinha feito em vida. Foi então que a dúvida se diluiu no mar de certezas que subitamente passou a ter. Não era um rapaz de se dar por vencido e tampouco apreciava a idéia de receber ajuda de outra pessoa senão daquele guardião que o acompanhara em seus momentos de glória. Ficou observando o mar de escuridão, contemplando silenciosamente o sofrimento que aquilo tudo havia lhe causado e percebeu que não podia seguir em frente ainda, pois precisava pensar sobre algumas coisas ainda.

 Parte 2 – Resgatando o Sonho do Mundo Espiritual

 O desafio que havia proposto a si mesmo em vida terrena era algo absolutamente fantástico, alguns diriam que era completa loucura. Mas não tinha vontade de seguir em frente por hora e cumprir a meta que havia previamente estabelecido não era simplesmente atender a um desejo do seu ego ou simplesmente provar do que era capaz. O seu intento era gigantesco e não poderia entregar o jogo agora e nem nunca. Finalmente tinha ganhado completa lucidez, o que nestes cantos, diga-se de passagem, é uma tarefa no mínimo extra-ordinária. Fechou os olhos e começou a imaginar o seu mundo com uma força mental sem precedentes. Quando abriu os olhos novamente, a escuridão se desfez em todos os espaços ao seu redor, estava em outro lugar. Sabia que lugar era esse, pois tivera um grande aprendizado ao longo de toda sua existência naquele plano. Não era um rapaz qualquer, tinha um conhecimento formidável e jamais poderia cair dentro de uma própria ilusão ainda mais se a mesma fosse criada por si mesmo. Nunca foi do tipo de dar muito valor aos sentidos, mas tinha percebido a tempo que havia incorrido nesse erro desde o momento que ingressara neste local. Havia ficado alguns dias na passagem obscura e realmente chegou a crer que não haveria saída. Era uma ilusão fantástica, mas seu conhecimento gigantesco jamais deixaria que perdesse a consciência por muito tempo. O importante é que estava agora em um território isolado, produto de sua imaginação e, portanto isento de interferências de todas as ordens. Sempre quis isso durante todos os momentos, mas quando se afastava demais dos outros sempre tinha intenso desejo de ter alguém por perto. Tinha dificuldades de se envolver com o mundo, e por isso estava muito perturbado e sem nenhuma vontade de se encontrar com quem quer que fosse. Questionou-se por um momento se estava adiando o inevitável, mas sabia que dessa vez não era uma questão de simplesmente fugir de seu destino, pois estava determinado a operar nos mundos inferiores de uma forma que lhe agradava. Sua perturbação no mundo terreno o seguiu até o outro lado, já temia que isso fosse ocorrer, mas ainda sim estava determinado a dar prosseguimento à sua obra e de mais ninguém, pois era tudo no que acreditava e não tinha e menor disposição de se associar aos outros movimentos.

Parte 3 – A Dissociação do Mundo Terreno

Quando nascera estava quase sempre só, por um lado isso era benéfico, pois fazia com que aprendesse a se virar, por outro era ruim, pois adquiriu o hábito de criar uma barreira para se afastar dos outros, pois de alguma forma imaginava e acreditava que não precisava dos outros. Acabou provando isso a si mesmo tantas vezes, até que chegou ao ponto de desprezar o que vinha de fora, atingindo o extremo de hiper-valorização exclusiva do que vinha de sua mente. Tinha consciência que estava errado, mas como não tinha vontade de procurar ajuda no outro e também tinha a certeza de estar no caminho certo, permaneceu dessa forma por muito tempo. Todavia, jamais se esqueceu de dar ouvidos ao que não era visível e tinha certeza que havia alguém mais em volta, portanto toda vez que lhe comunicavam, prestava bastante atenção, pois sempre poderia ser um recado do mundo espiritual. Sabia que estava sendo protegido e vigiado por um guardião invisível e pedia sempre por sua proteção nunca se esquecendo de agradecer os espíritos desencarnados ao seu redor. Dito tudo isso, e considerando as maravilhosas obras que tinha feito ainda em vida com o auxilio dos poderosos espíritos de boa vontade, imaginou que este era outro momento que precisaria da ajuda de seu anjo pessoal e, sobretudo de Deus. A sua proposta não era de forma alguma de cunho individual e egoísta, mas sim um trabalho sério e glorioso, que encabeçaria uma nova revolução em todos os mundos vigentes. Formaria assim uma nova ramificação no Universo, onde abriria espaço para todas suas idéias latentes que indubitavelmente iriam interferir no curso de toda evolução do Universo.

Parte 4 – Fundação do Mundo dos Caminhos Luminosos

Começou então a elaborar seu plano, construiu um território sem limites e deu a ele a propriedade de se manifestar na mente de quem tem boas intenções e amor no coração. Logo, vários mestres religiosos e espirituais teriam uma grande surpresa ao acessar esse terreno tão vasto e maravilhoso. Acontece que nunca foi do intento do jovem ter a fama de ter criado o espaço, pois contava com a ajuda dos anjos e de Deus para elaborar seu plano. O espaço novo era agora habitado por elevados espíritos e continha os mais fabulosos segredos arcanos.  O jovem mestre ficou contente com esse novo mundo, embora não quisesse mais aparecer em sua forma original, pois não tinha vontade de se reencontrar com todos aqueles com os quais um dia já teve contato. Sua perturbação era aparente aos olhos dos anjos e de Deus, mas ninguém mais era capaz de suspeitar de qualquer coisa. Esse grande mestre atingiu então um patamar extraordinário na escala evolutiva dos espíritos. Tornou-se um dos membros das mais altas hierarquias celestes. Sua lealdade e sua força interior eram quase puramente o reflexo da perfeição absoluta do criador. No entanto ainda tinha um assunto pendente, sua alma parecia perdida, vagando indefinidamente num mundo de fantasias. Apesar disso, continuava a exercer seu cargo importante, pois sem dúvida alguma era uma figura indispensável na hierarquia divina na ajuda para o controle absoluto de um mundo tão peculiar e cheio de mistérios que havia criado.

07/01/2011

A Lei da Atração ou a Força do Amor

Muito obrigado pela vida e suas maravilhas. Sou grato por todas as bênçãos que caem em abundancia sobre minha vida. A minha gratidão não se resume meramente na palavra ou no mero prazer momentâneo, que no momento seguinte desaparece. Sou tão grato que sinto em todo o meu ser o sentimento mais nobre de todos: o amor. Tenho consciência que ter uma atitude positiva é pouco e que sou capaz de muito mais, por isso tenho a pretensão de manipular as teias invisíveis do universo da única forma que convém, através da emanação continua e ininterrupta de maior fluxo de sentimentos e emoções de gratidão e amor para com todas as coisas, além de executar ações que propiciem o mesmo processo nos outros. Esse é o meu passatempo, e assim sendo certamente praticarei esse estilo de vida poderoso diariamente. O fato é que nada é aleatório, mas sim casual (apesar de ter refutado essa teoria previamente).  A minha idéia inicial era de que algumas coisas poderiam simplesmente ser sem ter uma causa necessária, porém além de isso não ter sentido, contradiz em cheio o princípio fundamental do Segredo o qual afirma que a lei da atração determina o acontecimento de certas circunstâncias conforme as freqüências de vibração do emissor. Desculpe o linguajar rebuscado, mas isso significa que em determinado momento uma pessoa pode passar por uma situação desagradável e isso possivelmente a levará a um nível de vibração inferior que atrairá mais coisas das quais ela se queixará. Assim como também temos o oposto, um indivíduo passa por uma situação agradável e o seu dia transcorre com uma série de motivos pelos quais ser grato. A questão fundamental, que ficou pelo menos para mim ao me deparar com o tema da lei da atração ou força do amor abordado tanto nos livros “O Segredo” como “O Poder”, foi que temos a escolha de ou acreditar que somos agentes ativos diante do universo, isto é, todos os frutos que colhemos dependem unicamente dos nossos esforços e da nossa atitude (por atitude entenda-se sentir amor e gratidão pelas coisas ao seu redor) ou que somos seres passivos, isto é, as coisas simplesmente acontecem com a gente sem depender da nossa atuação. Também podemos imaginar o meio termo em que algumas coisas acontecem por nossa causa enquanto outras são simplesmente aleatórias.   Creio que a maioria das pessoas acredita na teoria de que algumas coisas dependem da gente enquanto outras não. Certamente não é o meu caso, pois tenho a firme convicção de que as coisas dependem única e exclusivamente de nós, isto é, se nos permitirmos entrar numa freqüência inferior certamente estaremos deixando situações e ou acontecimentos negativos entrarem em nossas vidas. Sei que pode parecer absurdo a minha crença, mas vou destrinchar a idéia em mínimos detalhes para que possam compreender meu ponto de vista. Quando digo que as coisas dependem de nós não me refiro ao fato de uma pessoa sozinha fazer um trabalho de uma equipe inteira, também não estou querendo dizer que um indivíduo isoladamente vai, por exemplo, ter sua vontade imposta magicamente sobre outros, isto é, não há sobreposição de vontades, pois pessoas com mesma vibração naturalmente se agrupam, enquanto indivíduos em freqüências distintas são meio que repelidos. Assim sendo, na minha mente, pessoas que mantêm sua freqüência elevada (sendo gratas por cada coisa em sua vida e sentindo a força do amor em cada célula do seu corpo) naturalmente atraem outras pessoas positivas, além de trazer alegria e, possivelmente, ajudar outros indivíduos suscetíveis (pessoas que tem predisposição natural pra elevar seu ser) a elevarem suas freqüências.

A mente humana funciona como uma artista e esculpe o nosso universo numa certa distância do nosso corpo. Nossos pensamentos e sentimentos são impressos tanto no espaço exterior como em cada parte do nosso ser (o corpo, a mente e a alma). Isso significa que pensamentos e sentimentos negativos afetam nosso organismo prejudicando até mesmo as funções orgânicas vitais se assim permitirmos. Sentimentos e emoções afetam, por exemplo, (provado nos experimentos científicos) as conformações da água. Vibrações de baixa freqüência induzem um formato específico das moléculas de água, enquanto vibrações de alta freqüência estimulam outra disposição das moléculas de água. Nosso organismo é constituído principalmente de água, o que significa que estamos afetando nosso organismo através desse condutor por meio dos sentimentos e emoções, que predominam em nossa mente. Isso considerando só a água, mas outros fatores interferem na perpetuação de um estado coordenado.

A lei da atração é um campo vasto de idéias e dela podemos tirar muitas conclusões. Uma delas é que aquilo que vai também volta, ou seja, se você for agressivo, mal educado ou grosso com alguém, certamente outras pessoas irão assumir a mesma postura com você. Observe que eu falei no plural, pois sua atitude negativa pode se agravar e no final você irá receber todo mal que semeou. Por isso mais de uma pessoa poderá voltar a ser rude com você. Dessa forma, é preciso se cuidar pra não desrespeitar a outra pessoa e para isso basta se colocar no lugar do outro. Como dizia um grande mestre: Não critique, não condene e não se queixe. Isso obviamente não significa que você não possa corrigir alguém que esteja errado contanto que seja sutil. A maioria dos seres humanos tem suas emoções e sentimentos desgovernados, o que significa que ficarão ofendidos facilmente caso você tente impor sua idéia, o que afinal de contas já é um erro. Nunca devemos impor nada a ninguém, pois ninguém gosta de estar errado e tentar mostrar que a pessoa está errada poderá ser uma tarefa frustrante que somente causará estresse e desentendimento entre as partes. Agora talvez você se pergunte o que isso tudo tem a ver com a lei da atração. Aonde eu quero chegar é que aqueles que agem conforme a lei da atração, isto é, por intermédio da força do amor, nunca tem o interesse de mostrar que está certo e o outro errado, essas pessoas sabem que negar o outro é não dar amor. Talvez você fique pensando então o que eles fazem? Calam-se? Meu querido leitor veja bem, pois há várias maneira de incutir uma idéia em alguém, e certamente a melhor estratégia é induzir a pessoa a chegar à sua conclusão de preferência fazendo parecer que ela chegou até ali sozinha. Uma discussão calorosa não apenas esquenta os ânimos como faz o ouvinte se sentir agredido o que automaticamente irá colocá-lo em posição de defesa. Dessa forma, a pessoa com a qual você fala irá se demonstrar menos disposta a ouvi-lo e a aceitar suas palavras e mesmo que você convença a pessoa, dessa maneira forçada não terá valido a pena, pois você não só passou por cima da idéia dela como também não foi paciente ao ponto de agir de forma mais polida. Resumindo esse bloco, creio que ser sutil e tentar convencer o outro sem jamais negar sua palavra é a forma mais eficiente de se transmitir uma idéia e permitir que outras pessoas a comprem. Agindo através da força do amor, a pessoa percebe que tem a escolha de agir de forma inteligente ou precipitada.  Dessa forma, você passa a tratar o outro como gostaria de ser tratado e por isso passa a mensagem ao universo que você quer ser tratado com respeito, isto é, ser escutado com paciência e ter sua idéia expressa sem nenhuma restrição por mais absurda que ela seja. Está bem, acho que fugi da idéia inicial, mas o que podemos tirar é que cada pessoa em si é um universo em particular e suas ações podem afetar os indivíduos ao redor, sendo que atitudes negativas têm maior poder naqueles indivíduos com sentimentos e emoções mais desenfreados, ao passo que sentimentos e emoções positivos podem contribuir para elevar a freqüência das pessoas ao redor. Todas as vibrações positivas de alegria, carinho, gentileza, paciência, atenção e cuidados derivam da força do amor, enquanto vibrações inferiores do ódio, da raiva, do rancor, da tristeza, da depressão, do ciúme, da inveja dentre outros derivam da falta de amor.

Sei que minha idéia não é de se comprar tão facilmente, por isso vou abordar um pouco do processo na prática. Vamos supor que você acorde de manhã e descubra que perdeu a hora, isso poderá ter diversos efeitos no indivíduo e na maioria dos casos a pessoa fica preocupada e se estressa por causa disso. O resultado é que você perde a paciência no trânsito, tem vários imprevistos contribuindo para que sua experiência seja mais frustrante, pois você já entrou numa vibração desordenada e o universo estará enviando circunstâncias, que apenas reforçam e confirmam seu desespero. Agora vamos supor que você seja o mestre da sua vida, um cara muito tranqüilo e vamos rever o que acontece nesse caso. Você acorda e se depara com seu relógio e vê que está atrasado, simplesmente agradece por não estar muito atrasado e decide adiar o café da manhã pra não perder mais tempo, executa seus rituais matinais normais e sem pressa vai ao seu destino agradecendo por na ter acordado muito tarde e sentindo gratidão e amor por todas as coisas ao seu redor. É claro que em determinado momento você se pergunta por que você perdeu a hora e a resposta vem, pois quando sua pergunta é feita ela sempre será atendida pelo universo como se fosse uma ordem, mas é preciso prestar muita atenção, pois a resposta pode vir das mais variadas formas. Dando prosseguimento a esse raciocínio, vamos supor que a pessoa tinha que estar numa determinada reunião muito importante e atrasa uns 30 minutos. Haverá a possibilidade de a reunião nem ter sido iniciada devido a não chegada de uma pessoa que precisa estar presente a fim de que haja a discussão, há ainda a possibilidade de essa reunião ter sido cancelada e, por exemplo, você não ter checado a notificação no e-mail ou ainda vamos supor que você chegue lá e a reunião esteja em andamento, você simplesmente entrará e pedirá desculpas pelo atraso, pois teve um imprevisto. Agora aqui está um ponto interessante, se você trata os outros como gostaria de ser tratado, certamente ninguém irá querer tirar satisfação sobre o motivo de seu atraso mesmo por que esse não é nem mesmo o foco da reunião. A única pessoa a quem você precisaria se justificar é o seu superior, pois o mesmo merece uma explicação, mas novamente é provável que o mesmo não o condene por isso, pois você ao seguir uma conduta positiva não estará atraindo aquilo pra você e se você receber um chamado de atenção isso será positivo, pois é uma advertência a qual você deverá respeitar dali pra frente, tomando medidas e precauções em sua vida a fim de evitar que o mesmo desfecho ocorra. Essa atitude de superação é típica dos seguidores da lei da atração, também conhecida como força do amor. Seguir o coração não é se submeter aos impulsos imediatos, agir de forma precipitada, ou deixar ser conduzido no modo automático. Seguir o coração é o caminho do sucesso absoluto, é a estrada das idéias que levam rumo à convicção do crescimento, à confiança inabalável, à percepção de que sempre podemos aprender um pouco mais e contribuir cada dia na construção de um mundo mais pacífico e harmonioso. A força do amor se manifesta conforme desejarmos, e podemos expressá-la através dos sentimentos de gratidão e amor para com todas as coisas que apreciamos ao nosso redor e durante esse processo é de suma importância não nos atermos naquilo que não desejamos, pois assim estaremos dando força a algo que efetivamente não desejamos em nossas vidas.

É preciso ter foco nas coisas maravilhosas ao nosso redor que contribuem para que tenhamos a alegria de viver.  Experimentem sentir-se verdadeiramente e profundamente grato pelas coisas em sua volta, mesmo as pequenas. Tente todo dia começar, logo antes de sair da cama, imaginando e sentindo como se o dia a sua frente fosse ser maravilhoso e sinta como se isso estivesse acontecendo e você invariavelmente estará atraindo isso em sua vida. Sinta gratidão por sua saúde, se sinta jovem e saudável, sinta amor para com as pessoas com que cruza em seu dia a dia e deixe de se ater em pensamentos negativos sobre os outros, desapegue-se dos detalhes, simplesmente não dê valor para aquela fila, para aquele trânsito e aproveite este momento para sentir-se bem, escute música. Se não conseguir pensar em nada positivo sobre quem está próximo, simplesmente deixe de pensar nele e ame e seja grato por qualquer coisa que lhe agrade e esteja por perto.

A vida é aquilo que você determinou para ela ser, e com isso quero dizer que se você imagina que a vida é sofrimento, é exatamente isso que você terá. Não estou menosprezando as pessoas que vivem em condições terríveis, e também não tenho a menor intenção de condenar essas pessoas que vivem em situações precárias simplesmente dizendo que elas são responsáveis por estarem onde estão, pois isso seria uma grande hipocrisia. A lei da atração não rotula um culpado, ela simplesmente atende ao pedido quando um indivíduo está apto a receber aquilo que o universo já tem pronto. Aqui entra mais um ponto interessante da lei da atração, justamente que para o universo tudo é muito simples e rápido. O mero fato de ter imaginado algo cobiçado cria automaticamente caminhos os quais o levarão a obter o seu desejo, ao seguir determinados sinais emitidos pelo universo.

Sempre estive buscando idéias novas e maneiras positivas de se encarar o dia a dia nos livros de auto-ajuda. Sei que muitos condenam esse tipo de leitura e o repudiam com todas as forças. Isso é um dos motivos desse tipo de produção ter crescido de forma avassaladora. Na medida em que alguém rejeita algo com todas as forças, dá ao mesmo tempo forças para que aquilo cresça e prospere muito. Sou dessa forma imensamente grato pelos que apreciam a leitura desse tipo de livro assim como também agradeço calorosamente aos que a rejeitam de forma intensa, pois é graças a essas pessoas que eu tenho minha inspiração de escrever esse texto e expressar a idéia fundamental que sustenta todo o meu ser.  Aproveitando a deixa, quero só deixar um pensamento que me surgiu – Cuidado ao julgar o todo, pois assim se estará sempre esquecendo a parte, e por mais que o todo possa se demonstrar inútil, a parte poderá ser gigantesca, e se você algum descobrir que a parte é muito maior que o todo, parabéns você terá chegado perto da minha idéia.

Já li vários grandes autores sobre desenvolvimento pessoal e suas idéias me inspiraram muito de tal forma que eu nunca serei a mesma pessoa que eu lamentavelmente era, mas é claro que sempre existiu dentro de mim uma convicção inabalável a qual precisava de asas para se apresentar, pois era só um mero esboço de algo que agora posso dizer ser um conhecimento fantástico, que se apresenta de forma brilhante diante dos meus olhos. Não tenho a menor pretensão de julgar errado o pensamento que contradiz o meu. Estou meramente tentando descrever um fato interessante e muito conhecido, que é exatamente o das pessoas sempre procurarem fazer o seu melhor. Sinto cada dia que estou mais perto de alcançar isso, pois ao explorar os recônditos do meu ser, utilizando os conhecimentos adquiridos na minha experiência e especialmente com os livros, estou moldando a minha essência ao passo que contribuo para com que você meu leitor também possa assimilar algumas das minhas crenças se elas lhe trouxerem algo de positivo.

Poderia me estender aqui eternamente discutindo sobre as maravilhas do aprendizado, do pensamento com sentimento positivo e sobre a importância de buscarmos viver a vida na Terra como se estivéssemos no próprio Céu, mas acho que já deixei claro muitos dos meus pontos e creio ser mais interessante terminar esse texto com uma citação - de Sidharta Gautama, o Buda - a qual sintetiza maravilhosamente a idéia central do meu texto: “Se um homem falar ou agir com má intenção, a dor o seguirá. Se um homem falar ou agir com o pensamento puro, a felicidade o seguirá como uma sombra que jamais o deixa”.

14/12/2010

A Evolução da Técnica

O segredo está perdido para sempre, pois foi enterrado, cremado e impossível de ser restituído à sua forma original.Mas poderia um segredo ser desfeito de forma tão simples? 
Eis a resposta diante de vós: Não se pode eliminar aquilo que é criado, pois ainda que a constituição física ou representação abstrata de algo seja esquecida ou perdida, sempre teremos a concepção daquilo que foi criado. Ademais, nunca esqueçamos crianças que todas as concepções existem, mas simplesmente não foram resgatadas do mar de escuridão, que representa o potencial infinito e ilimitado de novas abordagens e conhecimentos passíveis de serem assimilados dadas as características específicas do investigador. 

Entendam uma coisa, a doutrina que ensina a técnica não tem mais valia. Aqueles que aperfeiçoaram a técnica até o nível mais supremo apenas fizeram o mínimo que se espera de um ninja. Se desejas alcançar o verdadeiro trunfo, perseverar na verdadeira arte do poder e desenvolver o talento dos mestres, escute com bastante atenção o ensinamento que não foi passado e foi preservado ao longo de gerações.

O verdadeiro poder não reside no aperfeiçoamento absoluto da técnica, mas sim na evolução da mesma. Ou seja, se buscas fazer algo, em que tem aptidão absoluta, com mais maestria está apenas perdendo o tempo. Enxergue que o verdadeiro talento sempre se encontrará no desenvolvimento da variação e criação de uma nova técnica, mais poderosa que a anterior e que consiga juntar o poder de duas técnicas em uma. Um ninja de verdade, apresenta várias cartas na manga, que consistem da permuta e sincronização de técnicas mestras. A essa arte espetacular de criar uma técnica que combine outras, chamarei de arte mestra.  Somente quem enfrentou sua própria escuridão será capaz de se erguer da escuridão e manifestar o talento latente. Esse talento é uma manipulação específica da arte mestra, que permite revelar os segredos primais por trás da técnica.

Revelado o segredo primal por detrás da técnica, teremos a descoberta da técnica embrião. A técnica embrião consiste na arte mais bruta de todas, e ela é normalmente manifestada somente por uma ínfima parcela de ninjas, pois seu poder é altamente destrutivo e mesmo um mestre em sua manipulação não consegue usar uma técnica desse calibre mais de uma vez.

11/12/2010

Sonho Engraçado

No primeiro momento eu ia pra uma sala com várias bancadas (anatômico), nessa sala estavam todos os meus colegas de faculdade. Durante minha entrada eu olhei para uma das meninas e pensei - Nossa essa daí é uma mendiga. Eu encostava a cabeça na bancada e fechava os olhos. Sabia que iria tocar uma sirene em breve, momento no qual todos deveriam subir e prestar auxílio aos feridos que chegariam.
A sirene começou a tocar, ela duraria cerca de 20 segundos. Eu resolvi permanecer encostado ali com os olhos fechados, quando aos 17 segundos abri os olhos e vi que havia apenas umas 4 pessoas no recinto. Entre eles, estava um amigo conhecido (pensei que ele fosse muito preguiçoso por não ir oferecer auxílio). Fui lá perguntar da situação e ele (D.C.) disse que estava tudo resolvido.


Mais tarde, num segundo momento, estava no mar (em algum lugar do oceano atlântico). Eu estava vendo aquela mesma menina que havia chamado de mendiga, sua colega, duas pessoas quaisquer e um professor (A.C.) ali no meio do mar. Estávamos a caminho da França, só que o meu professor chegou naquela menina que eu havia chamado de mendiga e disse que ela deveria ser presidente do Brasil. A menina falou que não havia motivo pra isso e não estava afim. Aí o professor disse que ela deveria ser a presidente do Brasil porque o povo queria isso. Aqueles outros dois indivíduos que estavam presentes eram brasileiros, mas não demonstraram o menor apoio quanto a ela ser presidente. Mesmo assim, a menina se virou pra sua colega e disse que ia voltar pro Brasil. Aí a amiga perguntou - Você quer ser mendiga? E a menina respondeu que queria ser mendiga sim e gostava muito da idéia. Eu estava ao longe e fiquei observando, perplexo, aquela tamanha falta de sentido, a menina querer ser mendiga, posição que seria garantida a ela caso voltasse ao Brasil assumindo a posição de presidente.

10/12/2010

Sonho Enigmático


Partindo de onde me lembro eu vinha rastejando da portaria de trás do meu apartamento, e no caminho eu encontrava cadáveres com uma espécie de fio preto dentro da metade exposta dos crânios... Eu ficava vendo e achava muito curioso todas aquelas pessoas com metade da caixa craniana exposta exibindo aquele fio preto.
Em determinado momento estava rastejando numa trilha conhecida de um antigo colégio em que estudei, foi quando eu parei e me perguntei por que eu estava rastejando. Eu olhei para as minhas pernas e elas simplesmente não podiam se mexer... O mais estranho de tudo é que constatar isso não fez a menor diferença, eu estava calmo. Vi mais cadáveres com o fio preto alojado nas metades expostas dos cérebros e bem no final do sonho eu lembro que havia bem próximo, um lugar coberto com algumas pessoas me observando sem grandes expectativas... 

27/11/2010

A Maior Força do Universo

Há um equivoco que permeia o inconsciente coletivo e que talvez tenha penetrado em sua mente. Estou aqui para sanar este engano e revelar a verdade que muitos recusam aceitar como se fosse um absurdo ou algo indigno de credibilidade.
É mentira que nós mortais somos insignificantes e menosprezíveis diante do universo. O desenrolar dos acontecimentos (sejam catástrofes ou milagres ou qualquer outra coisa) está diretamente relacionado com a intervenção humana. Nesse sentido, nós não temos um destino já traçado no momento em que viemos ao mundo, pois temos o livre arbítrio. Em outras palavras, tudo aquilo que cultivamos no subconsciente acaba tomando formas físicas e se manifestando em nossas vidas.
Ilustremos esse fato da seguinte maneira - Quando alguém não acredita que tem controle sobre sua própria vida, esta pessoa reprime os seus desejos e impulsos imaginando que aquilo que chega a sua vida é meramente produto do acaso. Dessa forma a pessoa não só restringe sua criatividade como também fecha as portas para as forças invisíveis do universo.
Um homem não está errado quando diz que algo vai dar certo ou que algo vai dar errado! A única diferença é que essa decisão pode levar por um lado ao fracasso (aceitação de ser um mero agente passivo em sua vida) ou ao sucesso (compreensão de que os resultados obtidos em sua vida são produto de suas escolhas, de sua convicção, de seu esforço, de sua força de vontade e não o resultado de eventos casuais). O individuo assume um papel ativo diante do universo e reconhece que o único limite para a concretização de seus planos e sonhos é ele mesmo e mais nada.
As forças invisíveis são muito sutis, poucos são capazes de perceber sua presença e reconhecer que ela opera algo em determinado momento. Não tenho a intenção de discorrer sobre como elas operam, visto que é um Segredo contido no livro laranja. Mas só para mencionar de maneira vaga sobre o Segredo - Geralmente se usa erroneamente as palavras: coincidência, sorte, milagre entre outras para se tentar explicar algo simples que não se tem a menor compreensão.